O advogado Andrew Fernandes Farias, defensor do general Paulo Sérgio Nogueira, afirmou durante julgamento no Supremo Tribunal Federal que seu cliente tentou convencer Jair Bolsonaro a não adotar medidas golpistas após a derrota eleitoral de 2022. Segundo ele, a reunião realizada em 14 de dezembro, no gabinete do então ministro da Defesa, tinha como objetivo “demover o presidente” de qualquer tentativa de golpe. Essa reunião ficou marcada pela saída do brigadeiro Batista Jr., que deixou o encontro quando foi apresentada aos comandantes uma nova minuta golpista. “Por conta da postura dele, a sabida postura democrática dele, foi apartado”, afirmou o advogado.

A defesa sustenta que não existe “uma única prova” que vincule Paulo Sérgio aos ataques de oito de janeiro. O mesmo argumento foi usado pelos advogados do general Augusto Heleno, que tentam demonstrar que ele perdeu espaço no núcleo de poder do governo Bolsonaro.

O ponto central das duas defesas é que ambos foram “apartados” das decisões estratégicas, o que seria evidência de inocência. Andrew Fernandes chegou a citar críticas virtuais feitas a Paulo Sérgio, chamando-o de “melancia”, para reforçar que ele era hostilizado por grupos golpistas, o que, segundo ele, comprova que não apoiava a conspiração.

Foto: Ton Molina/STF

 

 


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