O Projeto Marãiwá está com inscrições abertas de 1º a 15 de setembro, oferecendo uma jornada de formação cultural, valorização da ancestralidade e incentivo à economia criativa em territórios tradicionais. A iniciativa conta com oficinas gratuitas, sessões de cinema, rodas de conversa e eventos culturais, com o objetivo de fortalecer expressões afro-indígenas por meio da arte, do diálogo e da convivência comunitária. O evento de abertura e início das oficinas está marcado para 1º de outubro.
O Marãiwá oferecerá cursos contínuos nas áreas de grafite, artesanato, teatro, marcenaria criativa e cerâmica, proporcionando uma imersão no território e promovendo a troca de saberes entre os participantes. Além das oficinas, serão realizadas oito sessões públicas de cinema, exibindo filmes que abordam a cultura afro-indígena brasileira. Após cada exibição, haverá debates mediados por especialistas, promovendo reflexões coletivas sobre identidade, memória e resistência.
Cada sessão do Cine Comunidade será seguida por apresentações culturais com artistas locais, transformando os encontros em espaços de convivência, música e diálogo. O projeto também busca impulsionar a economia local, incentivando iniciativas empreendedoras baseadas na criatividade, sustentabilidade e inclusão social.
Realizado pela Associação Civil Movimento Lagoa Viva e gerido pelo ITA Instituto Terra Ancestral, o Marãiwá conta com apoio do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo. A proposta evoca ancestralidade, história e cultura, fortalecendo comunidades tradicionais com ações artísticas e formativas.
Paralelamente, acontece em Pedro Leopoldo o Projeto Paó, no Ilê Àse D’omin Òsùmàrè, voltado para a celebração dos saberes afro-brasileiros. Ele oferece seis oficinas formativas, como Culinária Ancestral, Ervas Sagradas, Xequerê, Grafite Ancestral, Teatro da Memória e Narrativas Ancestrais, além de cinco festividades religiosas abertas ao público: Olubajé, Caruru dos Ibejis, Munggunzá dos Pretos Velhos, Alvorada de Òsóòsì e Feijoada de Ogum.
A programação integra espaços de formação, celebração e valorização das tradições de matriz africana e culturas periféricas, promovendo um encontro de arte, fé e memória, que honra as raízes e inspira novas gerações.
O cronograma prevê inscrições até 15 de setembro, seleção de participantes entre 16 e 22 de setembro, divulgação dos escolhidos no dia 23 e início das oficinas no dia 1º de outubro, com um grande evento inaugural.
Mais informações e inscrições estão disponíveis no Instagram oficial: “@Ita.gerais”.
Foto: ITA/ Richard Santos

