A Pré-Sal Petróleo (PPSA) anunciou a prorrogação, até as 23h59 desta quarta-feira (10), do prazo para que empresas e interessados enviem manifestações sobre o pré-edital do Leilão de Áreas Não Contratadas das Jazidas Compartilhadas de Mero, Tupi e Atapu. Esses importantes campos de exploração estão localizados na Bacia de Santos, ao longo do litoral dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
O pré-edital foi divulgado em 25 de agosto e, inicialmente, o prazo para envio de contribuições terminaria na última segunda-feira (8). Com a prorrogação, a PPSA busca ampliar a participação do mercado e garantir que empresas interessadas possam avaliar melhor as oportunidades e apresentar sugestões.
O leilão está marcado para 4 de dezembro de 2025 e será realizado na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. O certame colocará à disposição do mercado toda a participação da União nas áreas das jazidas, que atualmente correspondem a 3,500% no campo de Mero, 0,551% em Tupi e 0,950% em Atapu.
A partir desta terça-feira (9), a PPSA disponibilizará o pacote de dados com informações detalhadas sobre as jazidas. O acesso será concedido apenas às empresas que cumprirem os requisitos estabelecidos pela estatal. As interessadas poderão visualizar os dados em formato virtual e ainda agendar reuniões técnicas presenciais para esclarecer dúvidas sobre o processo.
Como parte da preparação para o leilão, a PPSA realizou, no dia 1º de setembro, um seminário voltado ao mercado e a potenciais investidores. No evento, foram apresentadas as características das áreas ofertadas e os principais aspectos técnicos e regulatórios do certame.
“As apresentações realizadas no seminário, bem como toda a documentação relacionada ao leilão, já estão disponíveis no site da PPSA para consulta pública”, informou a empresa.
A expectativa é de que o leilão atraia grande interesse, dado o potencial produtivo dessas jazidas e a relevância estratégica para o setor de petróleo e gás. O objetivo do governo, por meio da PPSA, é garantir maior eficiência na exploração desses recursos e ampliar os retornos para a União, fortalecendo a produção nacional e a arrecadação pública.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

