Após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a publicar mensagens religiosas em suas redes sociais nesta quinta-feira. Nos últimos dias, durante o julgamento do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, Michelle compartilhou diversos versículos bíblicos abordando temas como mentiras, injustiças e parcialidade.
Na madrugada de quarta para quinta-feira, após o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que se manifestou pela absolvição de Bolsonaro, Michelle fez uma publicação sem citar o magistrado diretamente. “Quando a coerência e o senso de justiça prevalecem sobre a vingança e a mentira, não há espaço para perseguições cruéis nem julgamentos parciais”, escreveu a líder do PL Mulher em suas redes sociais, em aparente referência ao posicionamento do ministro.
Além da mensagem, Michelle também divulgou vídeos com trechos do longo voto de Fux, que durou cerca de doze horas. O ministro foi o único a divergir dos demais integrantes da Primeira Turma do STF, defendendo que não havia provas suficientes de que Bolsonaro liderou uma trama golpista.
Durante o discurso de Fux, Michelle publicou um versículo bíblico retirado do livro de Provérbios, capítulo 6, versículos 16 a 19, destacando a importância da justiça e condenando atitudes como falsidade e intrigas. “Olhos altivos: orgulho e soberba. Língua mentirosa: falar falsamente ou enganar com as palavras. Mãos que derramam sangue inocente: matar pessoas inocentes. Coração que maquina pensamentos viciosos: ter planos malignos ou perversos. Pés que se apressam a correr para o mal: agir rapidamente para cometer o mal. Testemunha falsa que profere mentiras: dar um falso testemunho ou espalhar mentiras. Aquele que semeia contendas entre irmãos: provocar discórdia e conflitos entre amigos ou familiares”, dizia o trecho publicado pela ex-primeira-dama.
As postagens de Michelle ocorreram em um momento de grande tensão política, marcado pela condenação histórica de Bolsonaro no Supremo.
Foto: Edilson Dantas

