O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira, primeiro de outubro, o decreto que institui o Compromisso Nacional Toda Matemática, uma iniciativa que busca assegurar o direito à aprendizagem da disciplina a estudantes da educação básica por meio de cooperação entre União, estados, municípios e Distrito Federal.
“Para ver se a gente dá um salto, uma revolução, para esse país parar de ser exportador de commodities, para a gente poder ficar exportando inteligência e conhecimento, que é isso que leva o país para o desenvolvimento”, afirmou Lula em vídeo publicado nas redes sociais. O presidente destacou ainda a necessidade de tornar a escola um espaço mais atraente, com “um ambiente gostoso”, merenda de qualidade e professores bem preparados. “Assim, ele vai aprender o que o professor está ensinando. Se a gente fizer isso, a gente está fazendo uma revolução na educação brasileira”, completou.
A coordenação do programa ficará a cargo do Ministério da Educação, que deverá formular, implementar e monitorar políticas públicas voltadas ao ensino da matemática em parceria com os entes federativos. As ações serão organizadas em cinco eixos: governança e gestão; formação de profissionais da educação; orientação curricular; avaliação da aprendizagem; e reconhecimento e compartilhamento de boas práticas.
O ministro da Educação, Camilo Santana, enfatizou a importância da formação de professores e a utilização de novas tecnologias. “[Teremos] uma ferramenta digital para avaliar o aluno, para o professor poder corrigir e traçar as suas estratégias, mas fundamentalmente formar professores, material pedagógico focado nisso”, disse. Santana também destacou que haverá reconhecimento às redes que apresentarem melhores resultados. “Da mesma forma que estamos reconhecendo a alfabetização, nós vamos reconhecer também os avanços dos municípios e dos estados na aprendizagem na matemática”, afirmou.
A adesão ao Compromisso Nacional Toda Matemática será voluntária e poderá ocorrer de forma integral ou parcial, conforme as necessidades de cada rede de ensino. O decreto também estabelece atenção especial a populações específicas, como jovens, adultos, idosos, quilombolas, indígenas, camponeses, pessoas com deficiência e comunidades surdas, assegurando o direito à aprendizagem da disciplina em todos os territórios educacionais.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

