O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) avaliou nesta quinta-feira que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é hoje o principal nome da direita para as eleições presidenciais de 2026, mas ponderou que trocar uma reeleição praticamente garantida no estado para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria “um risco muito alto”.

Em entrevista ao Canal UOL, o parlamentar elogiou o desempenho administrativo de Tarcísio, destacando seu perfil técnico e sua capacidade de gestão. “Ele tem feito um bom governo em São Paulo. Por mais que eu acredite no trabalho que ele está realizando, abrir mão de uma reeleição garantida para competir contra o Lula, que é algo incerto, é um risco muito alto”, afirmou Nikolas, classificando o governador paulista como um “aliado” do campo conservador.

O deputado também apontou outros nomes com potencial competitivo no campo da direita: Michelle Bolsonaro e Ratinho Júnior (PSD-PR). Sobre Michelle, destacou seu “carisma gigantesco” e o peso político de carregar o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ela tem um carisma imenso, não só entre os cristãos, mas também entre as mulheres”, disse Nikolas. O parlamentar acrescentou que Ratinho Júnior tem se destacado em pesquisas e possui um perfil administrativo bem avaliado em seu estado.

Apesar da ascensão de novos nomes, Nikolas ressaltou que Jair Bolsonaro ainda é o maior símbolo da direita e mantém forte apoio popular. “Há um sentimento de gratidão e de injustiça com o que aconteceu com ele. Não duvidem da força de Jair Bolsonaro”, afirmou. O deputado também ironizou a possibilidade de reversão da inelegibilidade do ex-presidente: “Deus gosta dele, e tudo pode mudar. O Lula estava preso e virou presidente do Brasil. Parece que o brasileiro gosta de um ex-presidiário, então a chance do Bolsonaro voltar aumentou”, brincou.

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, Lula ampliou sua vantagem sobre Tarcísio em onze pontos em cinco meses. Em maio, os dois estavam empatados tecnicamente. Agora, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 33% do paulista. Bolsonaro, mesmo inelegível, segue como o mais competitivo entre os nomes da direita, com 26% contra 35% de Lula. Michelle tem 21%, enquanto Tarcísio varia entre 18% e 19%. Em todos os cenários de segundo turno, Lula venceria com vantagem média de 12 pontos percentuais.

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados


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