O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (25) que não existem “temas proibidos” na conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, prevista para ocorrer no domingo, na Malásia. A reunião bilateral acontece em um contexto regional acirrado, marcado não apenas pela questão tarifária, mas também pela intensificação da intervenção dos Estados Unidos na América do Sul, sobretudo na Venezuela, com o bombardeio de embarcações.
“A expectativa é positiva. Encontro de dois líderes que irão defender os seus países e trabalhar para fortalecer a relação Brasil-Estados Unidos”, disse Alckmin durante uma coletiva de imprensa em São Paulo, onde participava do ato de 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog. “Acho que tem uma avenida pela frente. O presidente Lula falou que não há tema proibido”, reforçou o vice-presidente.
Segundo Alckmin, que está como presidente em exercício devido à viagem de Lula à Ásia, a pauta da reunião vai além da questão das tarifas comerciais. “Tem outros temas como data center”, citou. “Já foi feita a medida provisória. Isso é um estímulo forte para atrair data center”. O vice-presidente destacou o diferencial energético do Brasil: “Tem estado americano que proibiu data center, porque não tem energia. O Brasil tem energia abundante e renovável”. Ele também mencionou a área de mineração: “Tem terras raras. Tem uma pauta extensa de possibilidades de parceria, de ‘ganha-ganha'”, elencou. Alckmin destacou ainda os “201 anos de parceria” entre Brasil e Estados Unidos e disse que “o diálogo deve abranger toda a gama de oportunidades”.
O esperado encontro de Lula e Trump ocorrerá à margem da 47ª reunião de cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), da qual ambos são convidados.
Já na Malásia, o presidente Lula demonstrou otimismo. “Espero que role (a reunião). Vim com a disposição de que a gente possa encontrar uma solução. Tudo depende da conversa. Trabalho com o otimismo de que a gente possa encontrar”, disse. O presidente garantiu que o encontro será aberto: “Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda. Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo de que vai ter uma solução”.
Foto : Cadu Gomes/VPR

