A Prefeitura de Contagem segue firme na defesa dos interesses do município e de sua população em relação ao projeto do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte. Na tarde dessa terça-feira (28/10), a prefeita Marília Campos esteve na sede do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) para uma conversa com o conselheiro Gilberto Diniz, relator da ação que questiona o traçado e os impactos ambientais do projeto atual. Durante o encontro, a prefeita reforçou a argumentação do município sobre ilegalidades cometidas pelo governo estadual no processo de licenciamento, destacando a falta de transparência e a urgência de uma readequação no projeto.
Contagem reafirma ser favorável à construção do Rodoanel na Região Metropolitana de Belo Horizonte, reconhecendo sua importância logística, mas mantém posição categórica contrária ao traçado que corta a cidade, por redirecionar o tráfego pesado para dentro do perímetro urbano e agravar impactos ambientais e sociais.
A bacia de Vargem das Flores, área estratégica para o abastecimento de água, está sob ameaça direta, assim como comunidades quilombolas que não foram consultadas. “Nós entramos com uma representação no TCEMG em função das ilegalidades do Governo do Estado no processo de licenciamento ambiental”, afirmou a prefeita, ressaltando que “faltou diálogo, transparência, compromisso e respeito ao município de Contagem”.
A argumentação do município foi fortalecida por recente decisão judicial da Justiça Federal, que suspendeu a licença ambiental prévia por ausência de consulta livre, prévia e informada às comunidades quilombolas afetados. Um novo traçado alternativo já foi apresentado por Contagem e Betim, buscando minimizar danos sociais e ambientais.
Ao final do encontro, Marília Campos reafirmou: “Nosso compromisso é garantir responsabilidade, transparência e respeito à lei, ao meio ambiente e às pessoas”.
Foto: João Pedro Alcântara/PMC

