Na manhã dessa quinta-feira (30/10), pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho ocuparam a linha férrea em Brumadinho e seguem ocupando a linha da MRS em Mario Campos.
A linha férrea faz parte do ramal logístico Paraopeba e é utilizado por várias mineradoras, entre elas a mineradora Vale, responsável pelo rompimento da barragem que matou 272 pessoas em 2019 e atingiu toda bacia do rio Paraopeba e represa de Três Marias.
A população segue revoltada com a falta de respostas e diálogo das Instituições de Justiça que até agora não aceitaram reunir com os manifestantes.
SOLIDARIEDADE: A população tem participado de diversas formas, se revezando e principalmente fazendo doações de alimentos, água para manter a luta.
O ato convocado pelo Movimento dos atingidos por Barragens, tem o protagonismo das lideranças atingidas em especial dos Povos Indígenas. Sem a reparação pelos danos causados pela Vale, que já se arrasta por quase 7 anos, atingidos seguem em protesto e pedem reunião para diálogo com Ministérios públicos e Defensoria.
1 – Pagamento imediato do auxílio emergencial – A Vale tem obrigação de pagar até cumprir com a reparação integral!
2 – Direito à Assessoria Técnica Independente (ATI) escolhida pela população Atingida: permanência da ATI Aedas para Brumadinho, Betim, Bicas, Igarapé, Juatuba e Mário Campos
3 – Condições dignas para as pessoas atingidas participarem da gestão e execução dos projetos de demandas das comunidades atingidas (Anexo I.1)
4 – Pagamento de diárias para conselheiras e conselheiros quando estiverem nas tarefas dos conselhos.
Foto: GUILHERME CAMPONÊZ

