
Uma antiga reivindicação da população, comerciantes e trabalhadores para que os ônibus circulem na madrugada na capital mineira, agora é realidade. A partir da meia noite de sábado , dia 13 de dezembro, começam a circular o ônibus, o “ madrugaão”, batizado pela Prefeitura de Belo Horizonte. Ao todo, 127 linhas vão atender a população entre 0h e 3h59, além da criação da Linha 10 (Circular Noturno), que fará conexão direta com importantes áreas de vida noturna da cidade e com o Move, com o percurso da linha por alguns dos principais polos da vida noturna de Belo Horizonte, incluindo Estação Central (com acesso à Rua Sapucaí), Floresta, Praça da Liberdade, Savassi, Lourdes (Rua Marília de Dirceu), Praça Raul Soares e Mercado Novo, além da área hospitalar e das estações de transferência Carijós e Rio de Janeiro.

As mudanças foram definidas a partir de uma pesquisa origem-destino realizada entre julho e agosto com trabalhadores e empresários dos setores de comércio e serviços. O estudo mapeou hábitos de deslocamento, horários de pico e padrões de viagem durante a madrugada, subsidiando a reestruturação da rede.
Entre as melhorias trazidas pela rede Madrugão está o aumento na frequência e redução do tempo de espera; expansão da cobertura em áreas de maior movimento; melhoria das conexões entre rotas; e novos atendimentos aos bairros.

O transporte noturno abrange viagens iniciadas entre 0h e 3h59, mas a análise também considerou deslocamentos que começam a partir das 22h, garantindo maior integração com o fim da operação diurna, que hoje conta com 300 linhas.
Atualmente, após meia-noite, a rede se reduz para 123 linhas. Com o Madrugão, a operação passa a contar com 128 linhas, reorganizadas para atender melhor quem trabalha, estuda ou frequenta a cidade durante a madrugada.
O destaque da nova rede é a Linha 10 (Circular Noturno), criada para facilitar a circulação na região central e conectar áreas de maior demanda com as estações do Move. A tarifa será de R$ 5,75 e, com o Cartão BHBUS, o usuário pode utilizar qualquer outra linha do sistema municipal, dentro de 90 minutos, sem pagar uma segunda tarifa, garantindo mais economia e facilidade no deslocamento.
A Linha 10 irá operar das 23h20 às 4h, com partidas a cada 25 minutos. Os veículos serão do sistema Move, do tipo BRT Misto. O percurso da linha passará por alguns dos principais polos da vida noturna de Belo Horizonte, incluindo Estação Central (com acesso à Rua Sapucaí), Floresta, Praça da Liberdade, Savassi, Lourdes (Rua Marília de Dirceu), Praça Raul Soares e Mercado Novo, além da área hospitalar e das estações de transferência Carijós e Rio de Janeiro.
Além da criação da Linha 10, o Madrugão inclui 37 viagens adicionais aos domingos, 33 aos sábados e 32 nos dias úteis em 20 linhas noturnas, além de alteração de itinerários em 20 linhas, adequando os trajetos à demanda identificada pela pesquisa.
Pesquisa sobre a demanda noturna e ferramentas para o usuário- A pesquisa realizada com trabalhadores e estabelecimentos que atuam no período noturno mostrou que 35% dos funcionários deixam o trabalho entre 20h e 5h, com pico entre 22h e 23h. Entre os trabalhadores ouvidos, 75% trabalham em Belo Horizonte e 60% residem na capital, com destaque para a Regional Oeste.
Já a maior concentração de postos de trabalho está na Regional Centro-Sul. O levantamento também avaliou 246 estabelecimentos, dos quais 148 encerram as atividades entre 20h e 5h (60%). A maior parte deles está localizada na Regional Centro-Sul.
A concentração de bares e restaurantes em pontos como a Savassi e Bairro de Lourdes evidencia a necessidade de uma rede mais conectada. A Linha 10 surge justamente para solucionar a dificuldade desses trabalhadores e clientes, reduzindo transbordos e tempo de espera.
Para facilitar o acesso às informações, uma página exclusiva sobre o transporte noturno na página da Sumob terá os horários de funcionamento das estações, mapa da rede e itinerários, mapa interativo e destaques de pontos de atratividade, como bares e restaurantes.

CCBB – BH
O Salão das Artes, uma mostra vibrante da produção artística e artesanal mineira, irá ocupar as galerias do térreo e o pátio do CCBB-BH, na praça da Liberdade, entre os dias 11 e 14 e de 18 e 21 de dezembro, sempre das 11h às 20h. A iniciativa se integra à Vila Mineiridade, uma das novidades do Natal da Mineiridade deste ano.
A mostra irá conectar o público a uma diversidade de produtos feitos de forma artesanal, valorizando a essência cultural de Minas Gerais. A feira irá receber expositores de diferentes segmentos, apresentando itens de moda, artes visuais, cerâmicas, decoração, acessórios, mobiliário vintage, marcenaria, esculturas, roupas de casa, brechós, além de cafés, pães e outras delícias culinárias.

Mostra coletiva apresenta releituras e memórias de um símbolo que atravessa séculos (Pintura: Regina Moraes)
Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, a iniciativa valoriza os artesãos e fortalece a economia criativa do estado: “O Salão das Artes reafirma a força e a identidade da produção mineira, aproximando artesãos, artistas e pequenos empreendedores do grande público. Integrar esse movimento ao Natal da Mineiridade potencializa nossa economia criativa, gera renda, amplia oportunidades e celebra o que Minas Gerais tem de mais essencial: o talento e a diversidade cultural do nosso povo.” O Salão das Artes é um espaço de conexão real entre o público e artesãos, artistas e pequenos produtores mineiros. “O projeto nasceu com a intenção de ocupar lugares emblemáticos da cidade e aproximar as pessoas dos processos criativos. A primeira edição foi realizada em agosto no Parque do Palácio, antiga residência dos governadores de Minas Gerais. Agora, o Salão das Artes chega ao Circuito Liberdade e ocupa o CCBB BH por dois fins de semana, integrando a Vila Mineiridade”, explica o produtor Aluiser Malab.

Com curadoria de Mary Arantes, referência nacional no segmento, o evento reúne cerca de 120 participantes de diferentes regiões do estado. Nascida no Vale do Jequitinhonha, Mary destaca o valor simbólico e cultural presente na seleção dos expositores: “O que antes era visto como simples artesanato ganhou acabamento, identidade e ressignificação. É uma arte que soma, que ocupa novos espaços e rompe barreiras impostas às chamadas ‘artes menores’. Além disso, toda a produção apresentada valoriza matérias-primas naturais e processos artesanais, feitos etapa por etapa, da madeira ao objeto final, da fibra à bolsa, pura economia sustentável e circular”, afirma.
Com a proposta de fortalecer a economia criativa, o Salão das Artes funciona como uma vitrine para os pequenos produtores. A curadoria privilegia trabalhos autorais e convida o público a praticar o consumo consciente, valorizando o impacto positivo das compras diretas.
O Salão das Artes conta com o patrocínio da Copasa, Instituto BAT Brasil, Codemge e Itambé, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, e com o apoio do CCBB BH, da Prefeitura de Belo Horizonte, CDL/BH, Palácio da Liberdade, Circuito Liberdade, Fundação Clóvis Salgado e Natal da Mineiridade. A produção é da Malab Produções, com coprodução da DM Corporate e a realização é do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, em parceria com o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e da Fundação Clóvis Salgado.

Circuito da Liberdade
O Salão das Artes compõe a programação oficial da Vila Mineiridade, novo espaço instalado na Praça José Mendes Júnior, entre a Rua da Bahia e a Praça da Liberdade. O local reúne mais de 30 expositores, com destaque para o artesanato e a culinária mineira, além de uma ambientação especial que celebra o Natal inspirado nas tradições do estado.A curadoria gastronômica é assinada por Marcelo Annaká, que preparou uma seleção de pratos típicos para acompanhar o passeio do público pelas luzes e atrações da Vila.
Circuito Liberdade – O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.
Coluna Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63
Informações para [email protected]

