O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja levado a um hospital particular para realizar exames após sofrer uma queda dentro da prisão da Polícia Federal, em Brasília. A decisão atendeu a pedido da defesa, apresentado depois de o ex-presidente cair durante a madrugada e bater a cabeça, episódio que gerou preocupação sobre seu estado de saúde enquanto cumpre pena.
Segundo a autorização judicial, Bolsonaro passará por tomografia computadorizada, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma, exame destinado a avaliar a atividade cerebral. Para a realização dos procedimentos, ele deixará temporariamente a Superintendência da Polícia Federal, onde está custodiado, e será transportado sob responsabilidade exclusiva da corporação.
Moraes determinou que o deslocamento e a segurança sejam feitos “de maneira discreta”, com entrada e saída pela garagem do hospital, a fim de evitar exposição pública e riscos adicionais. Um relatório médico elaborado pela Polícia Federal apontou que Bolsonaro apresentava “lesão superficial cortante” no rosto e no pé esquerdo, sem indicação de agravamento clínico imediato.
De acordo com o documento, o ex-presidente estava “consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico”, mantendo “motricidade e sensibilidade preservadas” nos membros. O laudo também registrou “leve desequilíbrio” ao se levantar. A defesa havia pedido remoção imediata, mas o ministro afirmou que “não havia necessidade urgente”, exigindo previamente laudos e a relação detalhada dos exames solicitados. Segundo auxiliares, o acompanhamento médico contínuo é considerado essencial para evitar novas intercorrências clínicas durante a custódia.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

