O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, doze, pelo Banco Central do Brasil revelou uma nova revisão para baixo nas projeções de inflação para dois mil e vinte e seis, enquanto as estimativas para crescimento econômico, taxa de câmbio e juros básicos permaneceram praticamente inalteradas no principal horizonte acompanhado pelo mercado financeiro. O ajuste reforça a leitura de relativa estabilidade das expectativas, apesar de um ambiente econômico ainda marcado por incertezas internas e externas.
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em dois mil e vinte e seis foi reduzida de quatro vírgula zero seis por cento para quatro vírgula zero cinco por cento. Para dois mil e vinte e sete, a expectativa de inflação foi mantida em três vírgula oitenta por cento, patamar que permanece inalterado há dez semanas consecutivas. Já para dois mil e vinte e oito, a mediana segue em três vírgula cinquenta por cento, estável pelo mesmo período, enquanto a estimativa para dois mil e vinte e nove continua em três vírgula cinquenta por cento, sem mudanças há dezenove semanas.
No caso do Índice Geral de Preços do Mercado, os analistas também promoveram um pequeno ajuste negativo para dois mil e vinte e seis, com a projeção recuando de três vírgula noventa e cinco por cento para três vírgula noventa e dois por cento. Para dois mil e vinte e sete, a expectativa permanece em quatro por cento, nível que se mantém estável há cinquenta e duas semanas. Em dois mil e vinte e oito, a mediana segue em três vírgula oitenta e cinco por cento, sem alteração há seis semanas. Já para dois mil e vinte e nove, houve nova redução, de três vírgula setenta e um por cento para três vírgula setenta por cento, marcando a segunda semana consecutiva de queda.
As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto indicam continuidade de estabilidade. Para dois mil e vinte e seis, o mercado manteve a expectativa de expansão de um vírgula oitenta por cento, valor repetido há cinco semanas. Em dois mil e vinte e sete, a projeção segue no mesmo patamar, com estabilidade de duas semanas. Para dois mil e vinte e oito, a estimativa continua em dois por cento, inalterada há noventa e seis semanas, enquanto para dois mil e vinte e nove o número também permanece em dois por cento, estável há quarenta e três semanas.
No câmbio, a expectativa para o dólar em dois mil e vinte e seis foi mantida em cinco reais e cinquenta centavos, sem mudanças há treze semanas. Para dois mil e vinte e sete, a projeção segue em cinco reais e cinquenta centavos, estável há onze semanas. Em dois mil e vinte e oito, a mediana continua em cinco reais e cinquenta e dois centavos. Já para dois mil e vinte e nove, houve leve elevação, de cinco reais e cinquenta e seis centavos para cinco reais e cinquenta e sete centavos, interrompendo um período prolongado de estabilidade.
Por fim, a projeção para a taxa Selic ao fim de dois mil e vinte e seis foi mantida em doze vírgula vinte e cinco por cento ao ano, patamar estável há três semanas. Para dois mil e vinte e sete, a expectativa permanece em dez vírgula cinquenta por cento, sem alterações há quarenta e oito semanas. Em dois mil e vinte e oito, os analistas elevaram marginalmente a estimativa de nove vírgula setenta e cinco por cento para nove vírgula oitenta e oito por cento, enquanto para dois mil e vinte e nove a projeção segue em nove vírgula cinquenta por cento.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

