O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para integrar a comitiva presidencial que viajará à Índia no mês de fevereiro, logo após o carnaval. A delegação deve reunir ao menos dez ministros e marcar mais um movimento do governo para ampliar a presença econômica do Brasil em mercados estratégicos da Ásia.
Durante a visita oficial, Lula terá uma reunião reservada com representantes das dez maiores empresas indianas, em Nova Délhi, capital do país. A iniciativa busca atrair investimentos, ampliar parcerias comerciais e aprofundar o diálogo entre os setores produtivos das duas nações.
A viagem aposta no bom relacionamento pessoal e político entre Lula e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. Segundo integrantes do governo, o objetivo é transformar a relação diplomática em resultados concretos na área econômica. A Índia é atualmente a quarta maior economia do mundo, com Produto Interno Bruto estimado em quatro trilhões e cento e oitenta bilhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 23,2 trilhões.
Na agenda oficial, Lula também irá inaugurar o décimo primeiro escritório de representação da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos, a Apex, na capital indiana. O espaço, com quase cem metros quadrados, já foi alugado e será oficialmente aberto pelo presidente como símbolo do esforço de ampliar a presença brasileira no mercado asiático.
Para o presidente da Apex, Jorge Viana, a atuação internacional do Brasil foi retomada com Lula. Ele avalia que o país voltou a exercer uma “diplomacia presidencial”, após um período marcado por instabilidade política e perda de protagonismo externo.
“O Brasil perdeu espaço internacional com essas crises, mas agora, com Lula, fizemos dezenove encontros empresariais em países diferentes e mais quatro com o vice-presidente”, afirmou Viana, ao citar também a atuação de Geraldo Alckmin.
Segundo Viana, apesar do avanço recente, o fluxo comercial entre Brasil e Índia ainda é considerado baixo. “Nosso fluxo em dois mil e dez era de US$ 10 bilhões; vinte anos depois, estava em US$ 12 bilhões. Em dois mil e vinte e quatro foi de US$ 12 bilhões e, em dois mil e vinte e cinco, chegou a US$ 15 bilhões”, observou.
Para o dirigente, “melhorou, mas ainda é muito pouco”, o que reforça a importância da viagem presidencial para abrir novos caminhos econômicos entre os dois países.
Foto: CanalGov/Reprodução

