A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira, um homem suspeito de envolvimento no assassinato de um vaqueiro colaborador do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, ocorrido em dezembro de 2025, durante uma operação oficial na Terra Indígena Apyterewa.
A investigação aponta que o preso também é suspeito de participação em outros episódios de violência registrados na região desde 2024.
Segundo a Polícia Federal, o alvo das medidas judiciais é investigado por ataques contra servidores públicos, invasões à terra indígena e ações violentas direcionadas a aldeias e comunidades tradicionais.
Apesar de ter sido formalmente notificado para desocupar a área, o suspeito teria retornado ao território indígena sem qualquer autorização legal.
Mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos na quinta-feira, no município de São Félix do Xingu, no sudeste do Pará.
O colaborador do Ibama foi morto em uma tocaia durante operação de desintrusão destinada à retirada de gado criado ilegalmente dentro da terra indígena.
O crime ocorreu na região do Distrito da Taboca, área considerada uma das mais tensas do sul do estado do Pará.
O suspeito também é investigado por possível envolvimento em ataque contra uma equipe da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, registrado em janeiro de 2026.
Na ocasião, segundo a PF, “um veículo oficial foi atingido por múltiplos disparos de arma de fogo”, aumentando o clima de tensão na área.
A corporação relatou ainda que “no dia 21 de janeiro, um funcionário da Associação Indígena Tato’a, do povo Parakanã, sofreu um atentado a tiros dentro do território indígena”.
Segundo a Polícia Federal, o veículo da vítima foi atingido por cerca de 15 disparos, e ela conseguiu fugir pela mata até receber ajuda em uma aldeia próxima.
A Terra Indígena Apyterewa é considerada uma das áreas mais conflituosas da Amazônia, marcada por invasões, desmatamento e violência contra o povo Parakanã, apesar da operação federal iniciada em setembro de 2025.
A PF afirmou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e garantir a segurança das comunidades indígenas da região. Segundo o órgão, a presença do Estado será mantida permanentemente ali.
Foto: ASCOM

