O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, foi diagnosticado com pneumonia dupla causada pelo vírus Influenza e não participará presencialmente das sessões da Corte na próxima semana. De acordo com informações divulgadas por seu gabinete, o ministro encontra-se em casa, em recuperação, e acompanhará os trabalhos do tribunal de forma remota, por meio de videoconferência.

Em nota oficial, a assessoria informou que Fux comunicou a situação ao presidente do STF, Edson Fachin, ainda na quinta-feira. Segundo o comunicado, o ministro não poderá comparecer à sessão solene que marca a reabertura do ano Judiciário, prevista para a próxima segunda-feira, nem às demais sessões programadas ao longo da semana. A decisão levou em conta o caráter transmissível do vírus identificado. “Por orientação médica, o ministro optou por participar das atividades de forma remota”, diz a nota.

A cerimônia de abertura do ano Judiciário deverá reunir, na sede do Supremo, em Brasília, autoridades dos três Poderes da República. A expectativa é de presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, entre outras autoridades.

A retomada das sessões do STF ocorre em um contexto de tensões internas e externas à Corte. O tribunal tem sido alvo de críticas recentes em razão de decisões relacionadas ao caso do Banco Master, conduzidas pelo ministro Dias Toffoli, que repercutiram fortemente no meio político e jurídico.

Além disso, há divergências entre os magistrados sobre a proposta de criação de um código de conduta para ministros do Supremo. O debate ganhou visibilidade pública e gerou reações distintas dentro da Corte. Segundo avaliações internas, mesmo ministros que consideram a iniciativa relevante entendem que a exposição excessiva do tema pode fragilizar a imagem institucional do tribunal. “A preocupação é preservar a autoridade e a credibilidade do STF”, apontam interlocutores.

Foto: Gustavo Moreno/STF


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