O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta segunda-feira, dois, que o dissenso é parte natural da democracia, mas não pode ser convertido em ódio ou violência. Segundo ele, cabe ao Poder Legislativo exercer um papel central na distensão das relações políticas e institucionais, especialmente em momentos de maior polarização no país.

“O dissenso faz parte da democracia. A discordância faz parte da política. O debate faz parte da vida pública. Mas precisamos afirmar com responsabilidade: o dissenso não pode se transformar em ódio. A discordância não pode se transformar em violência. Este Congresso Nacional sabe exatamente o seu papel nesse processo. Quando o Brasil tensiona, é aqui que ele se recompõe”, declarou.

As afirmações foram feitas durante a solenidade de abertura dos trabalhos legislativos de dois mil e vinte e seis, realizada no início da tarde no plenário do Congresso Nacional. O evento marcou oficialmente o retorno das atividades do Legislativo em um ano considerado atípico por causa do calendário eleitoral.

Alcolumbre reforçou que o Congresso continuará sendo o espaço legítimo para a mediação política e se comprometeu a atuar como fator de equilíbrio entre os Poderes. Segundo o senador, o objetivo é evitar o acirramento de conflitos e buscar soluções institucionais por meio do diálogo. Para ele, a atuação do Parlamento deve servir para unir o povo brasileiro, e não aprofundar divisões.

“Este é o compromisso que assumo como presidente do Congresso Nacional: não ampliar conflitos, mas ajudar a resolvê-los; não estimular extremismos, mas construir consensos possíveis; não fugir das tensões próprias da vida democrática, mas tratá-las com seriedade e com maturidade”, afirmou.

Também participaram da solenidade o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

O Congresso retoma os trabalhos em dois mil e vinte e seis com um calendário reduzido, limitado praticamente a um semestre por causa das eleições. Parlamentares avaliam que o prazo encurtado dificulta a tramitação de grandes reformas e aumenta a pressão sobre projetos com impacto eleitoral, tanto para o governo quanto para o Centrão e a oposição.

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil


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