O Brasil encerrou 2025 com o maior nível de atividade turística registrado nos últimos 14 anos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) acumulou alta de 4,6% em relação a 2024, alcançando o ponto mais elevado da série histórica, iniciada em 2011. O resultado consolida a retomada do setor e reforça a importância do turismo para a economia nacional.
As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira, 12. O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas pelo IBGE que possuem relação direta com o turismo, como hospedagem, agências de viagens, serviços de bufê e transporte aéreo de passageiros. O desempenho positivo reflete a combinação entre aumento da demanda interna, retomada de eventos e maior circulação de pessoas pelo país.
O resultado de dezembro de 2025 colocou as atividades turísticas 13,8% acima do patamar observado antes da pandemia da covid-19, em fevereiro de 2020, período em que a economia brasileira começou a sofrer restrições sanitárias e comerciais. O avanço confirma a recuperação consistente após o forte impacto registrado em 2020, quando o índice acumulou retração superior a 30%.
O crescimento de 2025 representou o quinto ano consecutivo de expansão do turismo. Após a queda de 36,7% em 2020, o setor avançou 22,2% em 2021 e 29,9% em 2022, impulsionado pela reabertura das atividades. Em 2023, a alta foi de 7,2%, seguida de crescimento de 3,6% em 2024, até alcançar o resultado de 4,6% no ano passado.
De acordo com o IBGE, o desempenho de 2025 foi puxado principalmente pelo aumento das receitas em empresas de transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê, reservas de hospedagem e hotéis. Esses segmentos se beneficiaram da ampliação do turismo de lazer, do calendário de eventos e da retomada de viagens corporativas.
A pesquisa considerou informações de 17 unidades da federação. Em 2025, 14 estados apresentaram crescimento das atividades turísticas. O avanço nacional foi liderado, em termos de impacto, por São Paulo, que registrou alta de 3,9%, seguido por Paraná, com 5,5%, Bahia, com 6,6%, Rio de Janeiro, com 10,8%, e Rio Grande do Sul, com 11,4%. Mesmo sem o maior crescimento percentual, São Paulo exerceu a maior influência no índice devido ao peso econômico do estado.
Três unidades federativas apresentaram retração no ano: Minas Gerais, com queda de 4,4%, Mato Grosso, com recuo de 1,2%, e Goiás, com redução de 0,4%. Já o Pará encerrou 2025 com expansão de 7,8%, acima da média nacional, mesmo após sediar, em novembro, a COP30, evento que teve impacto positivo, porém de curta duração.
Ao analisar o setor de serviços como um todo, o IBGE identificou crescimento de 2,8% em 2025, o quinto ano seguido de expansão. Com o desempenho de dezembro, o setor ficou 0,4% abaixo do maior nível já registrado, em novembro de 2025, e 19,6% acima do patamar pré-pandemia.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

