A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar a maior parte do tarifaço do governo de Donald Trump provocou alívio imediato nos mercados globais e teve como principal reflexo no Brasil a queda do dólar para R$ 5,17, menor patamar em quase dois anos.
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira vendido a R$ 5,176, com recuo de R$ 0,051, equivalente a queda de 0,98%. A cotação abriu perto da estabilidade, mas passou a recuar ainda no meio da manhã. A desvalorização se firmou antes mesmo da conclusão do julgamento e se consolidou no nível de R$ 5,17 perto do fim da sessão.
Com esse movimento, a moeda norte-americana atingiu o menor valor desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. Na semana encurtada pelo carnaval, o dólar acumulou queda de 1,03%. No acumulado de 2026, a baixa chegou a 5,69%, reforçando a tendência de enfraquecimento da divisa diante de moedas emergentes em um ambiente de menor pressão externa.
O euro também recuou com força, caindo 0,86% e fechando a R$ 6,09, o menor nível desde 27 de fevereiro do ano passado. No exterior, o dólar perdeu valor em diversos mercados após a decisão da Suprema Corte, beneficiando especialmente países emergentes.
O anúncio posterior de Trump de que pretende impor uma tarifa global de 10% por 120 dias sobre produtos importados pelos Estados Unidos não foi suficiente para reverter o humor. Após a entrevista, o dólar acelerou a queda e manteve o movimento de baixa no fechamento.
No Brasil, a bolsa também subiu e bateu recorde, mas o destaque do dia foi a moeda.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

