O mercado financeiro reduziu as projeções para inflação e taxa básica de juros em 2026, ao mesmo tempo em que manteve expectativa moderada para o crescimento econômico e revisou para baixo a cotação do dólar. Os dados constam do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, que reúne semanalmente as estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos do país.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, a mediana das projeções para 2026 caiu de 3,95% para 3,91%, registrando a sétima semana consecutiva de recuo. Em 2027, a estimativa permaneceu em 3,80%, enquanto para 2028 e 2029 o mercado manteve a projeção em 3,50%, indicando expectativa de inflação controlada no médio prazo.

No caso do Índice Geral de Preços do Mercado, a projeção para 2026 foi reduzida de 3,86% para 3,71%, marcando a terceira queda seguida. Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,00%. Já em 2028, houve leve ajuste de 3,85% para 3,83%, enquanto para 2029 a estimativa recuou de 3,76% para 3,73%.

Os preços administrados também apresentaram revisão. A expectativa para 2026 passou a indicar alta de 3,67%, abaixo dos 3,76% estimados há quatro semanas. Para 2027, houve leve elevação para 3,72%. Em 2028 e 2029, as projeções permaneceram estáveis em 3,50%.

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto em 2026 subiu de 1,80% para 1,82%, primeira alta após semanas de estabilidade. Para 2027, a projeção ficou em 1,80%. Em 2028 e 2029, o mercado manteve expectativa de expansão de 2,00%.

No câmbio, a previsão para o dólar ao fim de 2026 caiu de R$ 5,50 para R$ 5,45. Para 2027 e 2028, a projeção permaneceu em R$ 5,50. Em 2029, houve leve alta para R$ 5,52.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


Avatar

administrator