A ex-deputada federal Marília Arraes comunicou na sexta-feira à direção nacional do Solidariedade que deixará o partido para disputar o Senado por Pernambuco pelo PDT. A filiação está prevista para 12 de março. Líder nas pesquisas, ela afirmou que a candidatura “não tem volta”, citando levantamento do Datafolha divulgado em fevereiro, no qual aparece com mais de 40% das intenções de voto em um dos cenários.

A movimentação ocorre em meio à definição da chapa que será encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos, do PSB, pré-candidato ao governo estadual com apoio do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas redes sociais, Marília reforçou apoio a Lula e a Campos, sinalizando que pretende integrar o campo lulista no estado.

Na composição da chapa majoritária, a única definição para o Senado é a candidatura à reeleição de Humberto Costa, do PT. A segunda vaga permanece aberta. Além de Marília, são citados o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do Republicanos, visto com simpatia por Lula, e Miguel Coelho, do União Brasil, preferido por parte do grupo de Campos. Em ambos os casos, a estratégia ampliaria alianças.

Aliados da ex-deputada avaliam que sua liderança, variando entre 36% e 41% nos cenários testados, torna difícil a formação de uma chapa alinhada a Lula sem sua presença. No mesmo levantamento, Humberto Costa aparece entre 24% e 26%.

O PSB foi aliado central de Lula em 2022 e cobra apoio exclusivo do presidente à candidatura de João Campos, que também preside nacionalmente o partido. Lula deverá participar das negociações sobre a segunda vaga.

Não se descarta, porém, a hipótese de palanque duplo. A governadora Raquel Lyra migrou do PSDB para o PSD, partido que integra a base do governo federal e ocupa 3 ministérios. Ainda assim, a legenda tem 3 governadores colocados como pré-candidatos à Presidência.

Marília deixou o PT em 2022 após divergências internas e anunciou a pré-candidatura ao Senado em outubro do ano passado, em evento com a presença de Campos, seu primo. A ida ao PDT altera o tabuleiro político e intensifica a disputa pela composição final da chapa ao Senado em Pernambuco.

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados


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