O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou de uma série de reuniões com executivos de empresas globais de tecnologia em saúde e infraestrutura digital durante agenda oficial na cidade de Shenzhen, na China. O objetivo dos encontros foi discutir parcerias voltadas à modernização do Sistema Único de Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, as reuniões fazem parte de uma estratégia de cooperação tecnológica internacional voltada à criação da primeira rede de serviços de saúde inteligentes do SUS. A proposta prevê a incorporação de tecnologias digitais, inteligência artificial e novos equipamentos médicos para aprimorar a gestão e o atendimento na rede pública.

Em nota, a pasta informou que o diálogo com executivos de empresas do setor busca atrair investimentos e estimular a formação de parcerias industriais e científicas com instituições brasileiras.

Entre os encontros realizados por Padilha esteve uma reunião com representantes da Neusoft, empresa especializada em tecnologia da informação aplicada à área da saúde. Durante a conversa, foram apresentadas soluções voltadas para gestão hospitalar digital, integração de dados clínicos e sistemas inteligentes de apoio à decisão médica.

Segundo o ministério, a companhia também anunciou investimentos para instalar uma fábrica de equipamentos de imagem no estado de Santa Catarina. A iniciativa faz parte de um plano de expansão da presença da empresa no mercado brasileiro de tecnologia médica.

Outra reunião ocorreu com executivos da Mindray, considerada a maior fabricante chinesa de equipamentos médicos. No encontro, foram discutidas possibilidades de ampliação da oferta de equipamentos hospitalares e a integração de plataformas digitais voltadas à área da saúde.

As conversas também abordaram o desenvolvimento de unidades de terapia intensiva baseadas em inteligência artificial, capazes de apoiar profissionais de saúde na análise de dados clínicos e na tomada de decisões médicas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a Mindray atua no Brasil há mais de dezenove anos, atende mais de seis mil instituições de saúde e possui trezentos e cinquenta e três equipamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

As reuniões também trataram de possíveis parcerias de desenvolvimento produtivo entre empresas internacionais e instituições públicas brasileiras. O objetivo dessas iniciativas é estimular pesquisa científica, inovação tecnológica e transferência de conhecimento para a produção local de equipamentos médicos.

Padilha também participou de encontros com representantes da Huawei para discutir projetos relacionados à infraestrutura digital aplicada à saúde pública.

Entre os temas abordados estiveram sistemas de computação em nuvem, conectividade e integração de dados clínicos. Essas tecnologias são consideradas fundamentais para viabilizar a operação da futura rede de serviços inteligentes do SUS.

Segundo o ministério, a cooperação tecnológica internacional pode contribuir para ampliar o uso de inteligência artificial na organização da rede assistencial, melhorar a gestão hospitalar e fortalecer os processos de digitalização da saúde pública no Brasil.

Fotos: João Risi / MS


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