O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado, vinte e um, de reuniões bilaterais com líderes internacionais durante a décima Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e do Primeiro Fórum Celac-África, realizados em Bogotá, na Colômbia. Entre os encontros, destacaram-se as conversas com o presidente colombiano, Gustavo Petro, e com o presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye.

Durante a reunião com Petro, os dois chefes de Estado discutiram o papel da Colômbia na presidência da Celac e as perspectivas para a futura liderança do Uruguai no bloco. Ambos reafirmaram a importância de fortalecer mecanismos de integração regional e defenderam a ampliação do diálogo político entre os países latino-americanos e caribenhos.

Segundo informações do governo brasileiro, Lula e Petro também destacaram a necessidade de consolidar instâncias multilaterais como forma de enfrentar desafios globais. Petro confirmou presença na reunião Democracia contra o Extremismo, prevista para ocorrer no dia dezoito de abril, em Barcelona.

No encontro com o presidente do Burundi, Lula parabenizou Ndayishimiye por sua eleição à presidência da União Africana e agradeceu a adesão do país à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. O presidente brasileiro ressaltou a relevância da cooperação entre Brasil e países africanos, especialmente no setor agropecuário.

Lula destacou a instalação de um escritório da Embrapa em Adis Abeba, capital da Etiópia, como uma iniciativa estratégica para impulsionar o intercâmbio tecnológico e o desenvolvimento agrícola no continente africano.

Durante as conversas, também houve troca de posições sobre a sucessão na Secretaria-Geral das Nações Unidas. Lula defendeu a candidatura da ex-presidenta chilena Michelle Bachelet, enquanto Ndayishimiye manifestou apoio ao ex-presidente do Senegal Macky Sall.

O presidente brasileiro reiterou que, após oitenta anos de existência, a ONU deve ser liderada pela primeira vez por uma mulher da América Latina e do Caribe, reforçando a necessidade de maior representatividade nas instituições internacionais.

Foto: Ricardo Stuckert/PR


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