O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o biodiesel é uma alternativa estratégica para reduzir a dependência do Brasil em relação às oscilações do mercado internacional de combustíveis. A declaração foi feita durante o lançamento da Aliança Biodiesel, em Brasília, iniciativa que reúne importantes entidades do setor.
A aliança é formada pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil e pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais. Juntas, as entidades representam 16 fabricantes e 33 usinas em funcionamento, o que corresponde a 63,7% da capacidade industrial brasileira de produção de biodiesel.
Durante o evento, Alckmin destacou que a produção nacional de biocombustíveis diminui a vulnerabilidade do país diante de conflitos internacionais que impactam o preço do petróleo. Segundo ele, produzir internamente reduz a necessidade de importação de diesel e fortalece a autonomia energética.
O vice-presidente ressaltou ainda que o Brasil já possui uma matriz energética diferenciada, sendo o único país com mistura de 30% de etanol anidro na gasolina e ampla presença de veículos flex, que podem utilizar tanto etanol quanto gasolina.
Além do aspecto econômico, Alckmin enfatizou os benefícios ambientais do biodiesel, afirmando que seu uso contribui para a redução da poluição do ar e, consequentemente, para a diminuição de problemas respiratórios na população.
Outro ponto destacado foi o impacto social da cadeia produtiva do biodiesel. Segundo ele, a atividade envolve pequenos produtores rurais, gera empregos e movimenta diferentes setores da economia, desde a agricultura até a indústria e os serviços.
O vice-presidente também relacionou o tema ao potencial agrícola do país. Ele afirmou que, como líder global em produção agrícola tropical, o Brasil deve agregar valor aos seus produtos por meio da produção de biocombustíveis, fortalecendo a economia e promovendo desenvolvimento sustentável.
Alckmin mencionou ainda medidas adotadas pelo governo federal para conter os impactos da alta dos combustíveis. Entre elas, a redução de tributos como PIS e Cofins e a criação de subsídios para amenizar o custo do diesel e da gasolina.
Segundo ele, houve articulação com estados e municípios para dividir os custos dessas medidas, com ampla adesão das unidades federativas.
Por fim, o vice-presidente destacou que iniciativas recentes também incluem ações para reduzir o preço do gás de cozinha e do querosene de aviação, reforçando o compromisso do governo com o abastecimento e a estabilidade dos preços de energia no país.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

