Levantamento divulgado pela Genial/Quaest indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 37% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno para a eleição presidencial. Na sequência, o senador Flávio Bolsonaro registra 32%, consolidando-se como principal adversário no momento. Em posições mais distantes, o ex-governador Ronaldo Caiado soma 6%, enquanto Romeu Zema aparece com 3%.

Outros nomes testados apresentam percentuais menores. Augusto Cury e Renan Santos atingem 2% cada. Já Cabo Daciolo e Samara Martins aparecem com 1%, enquanto Aldo Rebelo não pontuou. O levantamento também aponta que 5% dos entrevistados estão indecisos. Brancos, nulos e aqueles que afirmam não votar representam 11%.

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em março, Lula apresentou leve oscilação negativa, passando de 39% para 37%. Flávio Bolsonaro manteve o mesmo percentual, enquanto Caiado e Zema registraram crescimento dentro da margem observada, avançando alguns pontos percentuais.

O estudo também avaliou cenários de segundo turno. Em um eventual confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece numericamente à frente pela primeira vez. Ele registra 42% das intenções de voto, enquanto o presidente soma 40%. Nesse cenário, 16% dos entrevistados indicam voto branco, nulo ou ausência, enquanto 2% permanecem indecisos.

Outro cenário testado envolve Lula e Ronaldo Caiado. Nesse caso, o presidente aparece com 43%, enquanto o ex-governador alcança 35%. A diferença indica vantagem para o atual chefe do Executivo, ainda que com espaço para movimentações ao longo da campanha.

Já em uma simulação entre Lula e Romeu Zema, o presidente mantém 43%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais registra 36%. O resultado mostra redução da diferença em relação a levantamentos anteriores, quando o distanciamento era maior entre os dois.

Os dados indicam um cenário competitivo, com oscilações nas intenções de voto e mudanças relevantes nos confrontos de segundo turno. A presença de novos nomes e a consolidação de pré-candidaturas também influenciam os resultados observados.

A pesquisa foi realizada com entrevistas presenciais em diversas regiões do país, entre os dias 9 e 13 de abril. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Foto: Ricardo Stuckert / PR


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