O governo federal avalia que o fim da escala de trabalho seis por um deve ser tratado com urgência e prioridade no Congresso Nacional. A posição foi reforçada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que afirmou que a proposta precisa ser votada rapidamente e sem adiamentos. Segundo ele, há uma tentativa da oposição de postergar o debate, o que classificou como uma estratégia para evitar mudanças nas regras trabalhistas.

A declaração ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhar o projeto ao Legislativo com pedido de urgência constitucional. Com isso, a proposta passa a ter prazos definidos para análise: até quarenta e cinco dias na Câmara dos Deputados e mais quarenta e cinco dias no Senado. Caso não seja votada nesse período, a matéria passa a trancar a pauta das duas Casas.

De acordo com Boulos, a expectativa é que a proposta seja apreciada ainda dentro do calendário estabelecido, permitindo sua aprovação nos próximos meses. Para ele, a medida representa uma mudança necessária para garantir melhores condições de vida aos trabalhadores brasileiros, assegurando mais tempo de descanso e convivência familiar.

O ministro argumentou que a redução da jornada é uma demanda legítima e que não pode ser adiada. Ele destacou que a proposta busca assegurar dois dias de descanso semanal, o que considera essencial para a saúde física e mental dos trabalhadores. Além disso, apontou que o tempo livre também pode ser utilizado para qualificação profissional e atividades de lazer.

Boulos também criticou sugestões de transição prolongada para a implementação da medida. Segundo ele, propostas que preveem mudanças graduais ao longo de vários anos não atendem à necessidade imediata dos trabalhadores. Na avaliação do ministro, uma transição longa acabaria esvaziando o impacto da proposta e mantendo, por mais tempo, uma jornada considerada excessiva.

Outro ponto abordado foi o impacto econômico da mudança. O ministro citou estudos que indicam que a economia brasileira tem condições de absorver a redução da jornada sem prejuízos significativos. Ele ressaltou que trabalhadores mais descansados tendem a apresentar melhor desempenho, o que pode contribuir para aumento da produtividade.

Na avaliação do governo, a atual escala de trabalho, ao impor longos períodos de atividade com pouco descanso, acaba prejudicando o rendimento e a qualidade de vida dos profissionais. Por isso, a proposta é vista como uma medida estrutural, capaz de promover equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, além de estimular ganhos indiretos para a economia.

Foto: Divulgação/ SGP


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