A cidade de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, tem investido em iniciativas voltadas à valorização da memória e da identidade local. Um exemplo é o projeto “Passeio a Pé”, desenvolvido pela prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, que busca conscientizar estudantes e a população sobre a importância da preservação do patrimônio cultural.
A atividade consiste em uma caminhada guiada por pontos históricos da cidade, com destaque para a Praça Doutor Chaves, conhecida como Praça da Matriz, um bem tombado pelo município. Durante o percurso, os participantes têm a oportunidade de conhecer casarões antigos e espaços que marcaram o desenvolvimento da região desde os tempos do Arraial das Formigas, origem do município.
A proposta tem sido utilizada como ferramenta pedagógica. A professora Filomena Reis, do curso de História da Universidade Estadual de Montes Claros, levou alunos do terceiro período para participar do trajeto, buscando proporcionar uma experiência mais dinâmica e prática sobre a história local. O grupo percorre ruas tradicionais, como Dona Eva e Coronel Celestino Ribeiro, passando por imóveis históricos que hoje abrigam instituições públicas e culturais.
Ao longo do passeio, que dura cerca de uma hora, os estudantes recebem informações sobre a arquitetura dos prédios, as famílias que viveram nos casarões e os personagens que deram nome às ruas e espaços públicos. A atividade também destaca o valor simbólico dos bens tombados e a importância de preservar esses registros para as futuras gerações.
Segundo a secretária municipal de Cultura e Turismo, Júnia Velloso Rebello, a iniciativa contribui para fortalecer o vínculo da população com a cidade. Ela destaca que o projeto vai além do aspecto educativo, ao incentivar o sentimento de pertencimento e cidadania entre os participantes.
A proposta também tem impacto positivo no turismo local, ao valorizar o patrimônio histórico como atrativo cultural. Ao aproximar moradores e visitantes da história de Montes Claros, o projeto amplia o interesse pela cidade e reforça a importância de preservar seus bens materiais e imateriais.
Fotos: SECULT

