O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou evolução positiva em seu estado de saúde, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. O documento, assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, informa melhora no quadro pulmonar e digestivo, com redução de sintomas como cansaço, refluxo e dificuldade para respirar.
De acordo com o médico, Bolsonaro tem demonstrado maior disposição para atividades cotidianas, o que indica resposta favorável ao tratamento adotado. O relatório destaca ainda que houve ajustes na medicação utilizada para controlar crises de soluço, que vinham causando efeitos colaterais como perda de equilíbrio. A resposta à mudança foi considerada satisfatória até o momento.
O acompanhamento clínico inclui também uma dieta rigorosa, com baixo teor de acidez, redução de sódio e gordura. Além disso, o ex-presidente realiza sessões frequentes de reabilitação cardiorrespiratória, seis vezes por semana, além de fisioterapia, como parte do processo de recuperação.
O exame físico mais recente apontou pressão arterial controlada e melhora progressiva na ausculta pulmonar, especialmente no pulmão esquerdo. Esses indicadores reforçam a avaliação de evolução clínica favorável, ainda que o quadro exija acompanhamento contínuo.
Na área ortopédica, Bolsonaro também passou por avaliação especializada. O relatório indica melhora parcial da dor no ombro direito, embora ainda haja desconforto, principalmente durante a noite. Foi recomendada a realização de cirurgia para correção de lesões no manguito rotador, procedimento que poderá ser realizado por via artroscópica.
As informações médicas foram encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo acompanhamento das condições da prisão domiciliar do ex-presidente. A medida foi autorizada em caráter humanitário, em razão do tratamento de broncopneumonia.
A decisão tem validade de noventa dias, contados a partir do dia vinte e quatro. Ao final desse período, caberá ao ministro avaliar a evolução do quadro de saúde e decidir sobre a continuidade da prisão domiciliar ou eventual retorno ao sistema prisional.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

