A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira a parcela de abril do Bolsa Família para beneficiários com Número de Inscrição Social de final 6. O programa atende milhões de famílias em todo o país e mantém valor mínimo de R$ 600, enquanto o benefício médio chega a R$ 678,22 com os adicionais previstos.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o Bolsa Família alcança neste mês 18,9 milhões de famílias, com investimento de R$ 12,8 bilhões. O programa segue como principal política de transferência de renda do governo federal.

Além do valor mínimo, o pagamento inclui benefícios complementares destinados a grupos específicos. O Benefício Variável Familiar Nutriz garante seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês com até seis meses. Há ainda adicional de R$ 50 para gestantes e nutrizes, R$ 50 por filho entre 7 e 18 anos e R$ 150 para cada criança de até 6 anos.

No calendário tradicional, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis do mês, conforme o final do NIS. Informações sobre datas, valores e composição do benefício podem ser consultadas pelo aplicativo Caixa Tem.

Neste mês, moradores de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento antecipado, independentemente do número final do NIS. A medida contemplou municípios afetados por seca, enchentes, chuvas intensas e áreas com povos indígenas em situação de vulnerabilidade.

Entre os estados contemplados estão Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Amazonas, Bahia, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe. Segundo o governo, a antecipação busca reduzir impactos sociais em localidades atingidas por eventos extremos.

Desde 2024, beneficiários do programa deixaram de ter desconto do Seguro Defeso, mudança prevista na Lei 14.601. O benefício é destinado a pescadores artesanais impedidos de trabalhar durante a piracema.

Outro ponto destacado é a regra de proteção, que em abril alcança cerca de 2,34 milhões de famílias. O mecanismo permite que beneficiários que aumentaram a renda por ingresso no mercado de trabalho continuem recebendo 50% do benefício por período determinado.

Em 2025, o prazo para novas famílias na regra de proteção foi reduzido de dois anos para um ano, mas a alteração vale apenas para ingressos feitos a partir de junho daquele ano. Famílias incluídas antes disso mantêm regra anterior.

O governo avalia que a combinação entre benefício regular, adicionais e mecanismos de transição busca garantir proteção social, apoio à renda e maior segurança econômica para famílias em situação de vulnerabilidade.

Fotos: Lyon Santos/ MDS


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