O comércio varejista brasileiro registrou crescimento de 0,5% em março na comparação com fevereiro, alcançando o terceiro resultado positivo consecutivo do setor. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e mostram continuidade da recuperação das vendas no país.

Com o novo resultado, o varejo acumula alta de 2,4% no ano. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento chegou a 1,8%. Na comparação com março de 2025, o avanço foi de 0,2%.

O desempenho ficou acima das projeções do mercado financeiro. Segundo levantamento da Bloomberg, analistas esperavam estabilidade para o comércio em março. O gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, afirmou que o setor mantém trajetória positiva desde o último trimestre do ano passado.

Segundo ele, nos últimos seis meses apenas dezembro de 2025 apresentou resultado negativo, com recuo de 0,3%, considerado pequeno pelo instituto.

Entre os segmentos que impulsionaram o crescimento do comércio em março, o destaque ficou para combustíveis e lubrificantes, com alta de 2,9%. Também avançaram as vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que cresceram 5,7%.

De acordo com Cristiano Santos, a valorização do real frente ao dólar contribuiu para reduzir custos de produtos importados, favorecendo setores ligados à tecnologia, como celulares, televisores e equipamentos eletrônicos.

Outros segmentos que registraram crescimento foram artigos de uso pessoal e doméstico, com avanço de 2,9%; livros, jornais, revistas e papelaria, com alta de 0,7%; além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que subiram 0,1%.

Por outro lado, algumas atividades apresentaram retração no período. O setor de móveis e eletrodomésticos recuou 0,9%, enquanto hipermercados, supermercados, bebidas, alimentos e fumo registraram queda de 1,4%.

Segundo o IBGE, o resultado dos supermercados representou a maior retração mensal do segmento desde junho de 2024, quando a queda havia atingido 3%.

No varejo ampliado, indicador que inclui vendas de veículos, motocicletas e materiais de construção, o crescimento foi de 0,3% em março. Com isso, o primeiro trimestre do ano encerrou com expansão acumulada de 0,8%, reforçando o cenário de recuperação gradual do comércio brasileiro ao longo de 2026.

Foto: Brenno Carvalho


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