O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que falta pouco para a Petrobras anunciar se a Margem Equatorial possui a quantidade de petróleo e gás estimada preliminarmente pelos estudos técnicos realizados na região.
A declaração foi feita durante entrevista concedida ao Jornal do Amazonas, em Manaus. Segundo Lula, o governo federal acompanha com responsabilidade as pesquisas sobre exploração petrolífera na área e confia na experiência técnica da estatal brasileira.
O presidente destacou que a Petrobras possui reconhecimento internacional na exploração de petróleo em águas profundas e afirmou que o país trabalha com tranquilidade diante da possibilidade de confirmação das reservas energéticas.
A Margem Equatorial é considerada estratégica pelo governo federal e pelo Ministério de Minas e Energia. Em 2025, a pasta informou que a região poderá representar um novo pré-sal brasileiro devido ao potencial de produção de petróleo e gás natural.
Segundo estimativas da Petrobras, baseadas em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a área pode concentrar ao menos 30 bilhões de barris de petróleo.
Durante a entrevista, Lula afirmou que uma eventual confirmação das reservas poderá beneficiar economicamente toda a Região Norte e não apenas o Amapá, estado apontado como principal área relacionada ao projeto de exploração.
O presidente também anunciou que a Petrobras retomará atividades de exploração em outras regiões consideradas estratégicas e abandonadas nos últimos anos. Entre elas está o polo petrolífero de Urucu, localizado no interior da floresta amazônica.
Segundo Lula, a estatal pretende ampliar as operações na Bacia do Solimões com a perfuração de 18 novos poços em Urucu, uma das principais áreas de produção terrestre de petróleo do país.
O presidente afirmou ainda que o governo pretende acelerar novos estudos e atividades de prospecção energética em diferentes regiões brasileiras para ampliar a capacidade nacional de produção de petróleo e gás natural nos próximos anos.
Foto: Cezar Fernades

