O ex-ministro do Turismo Gilson Machado afirmou que pretende visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro após ter todas as medidas cautelares revogadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão encerrou as restrições que vinham sendo impostas ao político e determinou ainda a devolução de bens apreendidos e do passaporte.

Gilson disse ter recebido a notícia por meio de seu advogado, Célio Avelino, e comemorou o resultado. Segundo ele, a Polícia Federal não encontrou elementos que comprovassem as suspeitas investigadas ao longo dos últimos meses.

“Depois de quase um ano, finalmente não foi encontrado nada no meu telefone celular, nada que desabonasse a minha conduta. A Polícia Federal não encontrou nada nos meus celulares e eu estou livre”, declarou.

De acordo com o ex-ministro, a decisão atende a um pedido apresentado pela defesa e acolhido tanto pela Procuradoria-Geral da República quanto pelo ministro Alexandre de Moraes. Com isso, todas as restrições judiciais foram encerradas.

Gilson relembrou que chegou a ser preso durante o período das investigações e que posteriormente passou a cumprir medidas cautelares que limitavam sua rotina. Entre elas estavam restrições para viagens, exigência de comparecimento periódico à Justiça e impedimentos de contato com determinadas pessoas

Segundo ele, as medidas afetaram diretamente suas atividades profissionais. O ex-ministro afirmou que ficou impossibilitado de administrar seus negócios e de cumprir compromissos artísticos com sua banda.

“Foram nove meses de sofrimento, sem poder tocar minhas empresas, sem poder tocar a minha banda, a Forró da Brucelose. Perdi o São João do ano passado todinho”, afirmou.

Ao comentar o período em que esteve submetido às restrições, Gilson classificou a situação como uma grande injustiça. Ele disse que conviver com acusações que considera infundadas foi uma das experiências mais difíceis de sua vida.

“É a pior sensação do mundo você ir para casa sentindo que está pagando por algo que você não fez. A sensação de injustiça é muito grande”, declarou.

O ex-ministro também voltou a contestar a origem das investigações. Segundo sua versão, o caso teve início após questionamentos relacionados à renovação do passaporte português de seu pai.

Gilson sustenta que nunca compareceu ao consulado e afirma que apenas manteve contato telefônico para tratar do assunto.

“A denúncia é tão vazia porque disseram que eu tinha ido fisicamente ao consulado, e nem lá eu fui. Eu liguei para o pessoal do consulado para receber meu pai”, afirmou.

Durante a entrevista, o ex-ministro também associou a investigação à proximidade política e pessoal que mantém com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, essa relação influenciou a forma como o caso foi conduzido.

“Me denunciaram pela proximidade que eu tenho com o Bolsonaro”, declarou.

Com a revogação das medidas cautelares, Gilson afirmou que pretende solicitar autorização para visitar o ex-presidente. Segundo ele, a retomada desse contato é uma das primeiras providências que pretende adotar após recuperar sua liberdade de locomoção.

“Agora eu vou pedir para fazer uma visita ao meu amigo Bolsonaro”, disse.

Além disso, o ex-ministro afirmou que pretende retomar integralmente suas atividades empresariais, políticas e artísticas. Pré-candidato a deputado federal, Gilson disse que a decisão do STF permitirá que volte a viajar pelo país e reorganize seus projetos.

Segundo ele, a devolução do passaporte e dos bens apreendidos representa o encerramento de um período marcado por dificuldades pessoais e profissionais.

“Hoje eu estou 100% livre. Vou ter meus bens de volta, meu passaporte de volta e minha liberdade de ir e vir de volta”, afirmou.

Com a decisão de Alexandre de Moraes, Gilson Machado deixa de estar submetido a restrições judiciais relacionadas ao caso e passa a concentrar seus esforços na retomada da vida pública, da atividade empresarial e da articulação política para as eleições de 2026.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


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