O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece enfrentando episódios recorrentes de soluços há pelo menos sete dias, segundo relatório médico semanal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento informa que a frequência das crises está acima da média observada normalmente e que a equipe responsável pelo acompanhamento clínico decidiu manter medidas específicas para controlar os sintomas.
De acordo com o boletim, Bolsonaro apresenta quadro vascular estável, sem alterações consideradas preocupantes pelos médicos. Em razão da persistência dos soluços, foram mantidas doses elevadas dos medicamentos utilizados no tratamento, além de uma dieta rigorosa com baixo teor de acidez, adotada para reduzir possíveis fatores de irritação gastrointestinal.
O relatório também informa que o ex-presidente permanece estável do ponto de vista cardiológico. Entre as queixas relatadas estão apenas cansaço leve, fadiga durante esforços moderados e desconforto nos movimentos de flexão e abdução do ombro direito, região que continua sendo acompanhada pela equipe médica.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano. Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, ele recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes para deixar o Complexo Penitenciário da Papuda e seguir o tratamento de saúde em casa por um período inicialmente fixado em 90 dias.
No início de maio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro havia afirmado nas redes sociais que o marido apresentava melhora significativa e estava há alguns dias sem episódios de soluços. A declaração indicava uma evolução positiva do quadro clínico naquele momento.
Entretanto, o novo relatório médico mostra que os sintomas voltaram a ocorrer de forma mais frequente nas últimas semanas. O documento foi encaminhado ao STF como parte do acompanhamento periódico determinado pela Justiça durante o período de prisão domiciliar do ex-presidente.
A equipe médica segue monitorando a evolução do quadro e mantendo as medidas terapêuticas consideradas necessárias para o controle dos sintomas e para a preservação das condições gerais de saúde do paciente.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

