A nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira apresenta um cenário favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida eleitoral para a Presidência da República. O levantamento aponta que, em um eventual segundo turno, o petista alcança quarenta e nove por cento das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra quarenta e três por cento. O resultado representa uma ampliação da vantagem observada nos levantamentos anteriores e reforça a posição de liderança do atual presidente nos cenários testados pelo instituto.

Os números revelam uma evolução gradual da vantagem de Lula ao longo dos últimos meses. Em maio, o presidente aparecia com quarenta e sete por cento das intenções de voto, contra quarenta e três por cento de Flávio Bolsonaro, diferença de quatro pontos percentuais. Já em abril, o quadro era mais equilibrado, com Lula registrando quarenta e seis por cento e o senador quarenta e cinco por cento, situação que configurava empate técnico dentro da margem de erro. A nova rodada indica, portanto, uma tendência de crescimento da distância entre os dois principais nomes avaliados pela pesquisa.

No primeiro cenário de primeiro turno apresentado pelo levantamento, Lula também aparece na liderança com quarenta e dois por cento das intenções de voto. Flávio Bolsonaro surge em segundo lugar, com trinta e três por cento. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado e Renan Santos, ambos com quatro por cento. Romeu Zema, Joaquim Barbosa e Augusto Cury registram dois por cento cada. Aécio Neves e Cabo Daciolo alcançam um por cento das preferências dos entrevistados.

Entre os eleitores classificados como não polarizados, a pesquisa identificou mudanças importantes. Lula avançou de trinta e um para trinta e cinco por cento das intenções de voto nesse grupo, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de trinta para vinte e seis por cento. Apesar da diferença observada, a margem de erro específica desse segmento indica uma situação de empate técnico, mostrando que ainda existe espaço para movimentações entre esses eleitores.

O levantamento também analisou o comportamento de diferentes faixas do eleitorado. Entre os beneficiários do Bolsa Família, Lula apresenta ampla vantagem, alcançando sessenta e dois por cento das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra vinte por cento. Já entre os entrevistados que não recebem o benefício, a disputa aparece mais equilibrada, com Lula obtendo quarenta por cento e o senador trinta e cinco por cento.

Em uma segunda simulação de primeiro turno, com número reduzido de candidatos, Lula mantém a liderança com quarenta e três por cento. Flávio Bolsonaro aparece com trinta e quatro por cento. Renan Santos alcança cinco por cento, Ronaldo Caiado registra quatro por cento e Romeu Zema e Joaquim Barbosa somam três por cento cada.

Na pesquisa espontânea, modalidade em que os entrevistados indicam livremente o candidato de sua preferência, Lula aparece com trinta e seis por cento das citações. Flávio Bolsonaro registra vinte e sete por cento. O percentual dos que não souberam responder ou preferiram não opinar permanece elevado. Renan Santos aparece com três por cento, enquanto Ronaldo Caiado e Romeu Zema registram um por cento cada.

Os cenários de segundo turno contra outros possíveis adversários também foram avaliados. Contra Romeu Zema, Lula alcança quarenta e nove por cento das intenções de voto, enquanto o governador mineiro registra trinta e nove por cento. Em uma disputa contra Ronaldo Caiado, o presidente aparece com quarenta e oito por cento, diante de trinta e nove por cento do governador goiano. Já em um eventual confronto com Renan Santos, Lula soma quarenta e nove por cento, contra trinta e seis por cento do líder do Movimento Brasil Livre.

A pesquisa também examinou a migração de votos dos candidatos com menor desempenho. Flávio Bolsonaro é o principal destino dos eleitores de Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Cabo Daciolo em uma eventual segunda etapa da disputa. Lula, por sua vez, concentra a maior parcela dos votos oriundos dos apoiadores de Augusto Cury, Aécio Neves e Joaquim Barbosa.

Outro indicador analisado foi o índice de rejeição. Aécio Neves lidera nesse quesito, sendo citado pela maior parcela dos entrevistados como alguém em quem não votariam de forma alguma. Flávio Bolsonaro aparece na sequência, enquanto Lula apresenta índice inferior ao do senador. Os demais pré-candidatos registram percentuais variados de rejeição.

A avaliação do governo federal mostrou estabilidade em comparação com a pesquisa anterior. Os entrevistados que classificam a gestão Lula como ruim ou péssima permaneceram em patamar semelhante ao observado em maio. Da mesma forma, a parcela que considera o governo ótimo ou bom apresentou pequena oscilação positiva. Já aqueles que avaliam a administração como regular mantiveram percentual próximo ao registrado anteriormente.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu dois mil e dezessete eleitores com dezesseis anos ou mais entre os dias doze e quatorze de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de noventa e cinco por cento. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral e integra o conjunto de estudos que acompanham a evolução do cenário político brasileiro rumo às eleições presidenciais de dois mil e vinte e seis.

Foto: Ricardo Stuckert / PR


Avatar

administrator

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *