O deputado federal Luciano Bivar lançou oficialmente, nesta quarta-feira, sua pré-candidatura à Presidência da República pelo União Brasil, partido presidido por ele.
O evento, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, foi marcado por apagões e problemas técnicos. Por quatro vezes, discursos foram interrompidos durante minutos após quedas de energia elétrica.
Deputado federal em segundo mandato por Pernambuco, Bivar se lança pelo partido com a maior fatia dos fundos partidário e eleitoral, com R$ 945,5 milhões no total, além do maior tempo de propaganda no rádio e na televisão. Nascido da fusão entre o Democratas e o PSL, o União Brasil conta com os montantes a que as duas ex-legendas teriam direito.
No entanto, desde que decidiu ser pré-candidato, Bivar vem tendo desempenho tímido nas pesquisas de intenção de voto. Nos últimos levantamentos, aparece com menos de 1%, ao lado de outros candidatos considerados ‘nanicos’.
Por isso, aliados do próprio União Brasil e de outros partidos da chamada terceira via acreditam que o deputado lançou a pré-candidatura já pensando em se retirar da disputa após formar acordo com outro partido.
Além disso, alguns diretórios estaduais do União Brasil, como Amazonas e Mato Grosso, já indicaram que devem apoiar o presidente Jair Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto. A intenção, inclusive, já teria o aval da própria direção do partido.
Apesar de ainda não ter declarado um posicionamento na disputa nacional, outro quadro do União Brasil, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também é próximo de Bolsonaro e conta com grande parte do eleitorado conservador do estado.
A possível retirada da candidatura de Luciano Bivar ainda garantiria ao União concentrar a verba partidária nas candidaturas à Câmara dos Deputados e ao Senado.
Setores da sigla ainda ligados ao bolsonarismo veem a pré-candidatura de Bivar como uma forma de dificultar a união da terceira via e aumentar as chances de reeleição do atual chefe do Executivo.
Porém, nomes como Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) afirmam manter conversas com o União Brasil e esperam contar com o apoio de alas da legenda durante a disputa.

