Ajudar a quem precisa. E as ruas de Belo Horizonte estão cada dia mais cheias de quem procura por um prato de comida, uma garra de água, roupa limpa e cobertor para se proteger do frio. Neste domingo (12/6), na Praça da Estação, no centro da capital, integrantes do Projeto Prato Solidário distribuíam refeições, kits de higiene, cobertores, roupas, pares de meia e toucas para quem vive em total vulnerabilidade.

Marcos Aurélio Figueiredo Prates, de 48 anos, comerciante e um dos integrantes do projeto, tem como missão de vida estender a mão a quem precisa. Com ele, 49 participantes fazem o Prato Solidário ser presente na vida dos mais necessitados.

Marco Aurélio conta que todos os domingos, sempre na Praça da Estação, eles estão distribuindo o que é mais necessário para a sobrevivência de quem não tem nada ou quase nada: “Representamos diversos bairros e só não aparecemos nos domingos de evento na praça. Se não, estamos sempre lá.”

Ele conta que o Projeto Prato Solidário nasceu há oito meses, “após uma divergência de ideias e propósito do Projeto Macarronada Solidária”.

Marco Aurélio destaca que toda semana o projeto tem uma meta, divulgada no Instagram do grupo @pratosolidariobh @fraternidadebh, mas que não tem sido fácil:  “A rua está cada dia mais cheia, muitos com fome, frio, sede. As doações caíram muito, pela metade. E quando não conseguimos, compramos do nosso bolso. Precisamos que a sensibilidade das pessoas seja aflorada e que retornem com mais força para nos apoiar neste projeto. Tem muita gente precisando de ajuda”.

Neste domingo (12), na Praça da Estação, foram disponibilizados 200 cobertores. Teve ainda canjica, para aquecer ainda mais com a queda da temperatura.