O candidato do PSD ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil, foi o terceiro entrevistado na série do g1, que teve início na última segunda-feira (22). 

Às jornalistas Liliana Junger e Thaís Pimentel, Kalil disse que mandou retirar a palavra “metrô” do plano de governo dele porque tem “vergonha” de falar sobre o assunto. 

Falou também que é contra o Regime de Recuperação Fiscal nos moldes atuais e que vai revogá-lo caso seja eleito e o estado conclua a adesão ao programa. Por fim, disse que não está preocupado com os resultados das últimas pesquisas eleitorais, que o apontam em segundo lugar, atrás do atual governador Romeu Zema (Novo). 

Veja os principais pontos da conversa com Kalil: 

Metrô 

Kalil disse que mandou retirar a palavra “metrô” do plano de governo dele porque tem “vergonha” de falar sobre o assunto. 

A ampliação do metrô de Belo Horizonte é uma promessa antiga de governantes. O sistema, que tem 19 estações e percorre cerca de 28 quilômetros, foi expandido pela última vez em 2002. Atualmente, está em andamento um processo de concessão do sistema à iniciativa privada. 

“Eu mandei tirar essa palavra porque eu tenho vergonha. Eu tenho vergonha de falar a palavra ‘metrô’. Se eu fizer o metrô, vai ser igualzinho nós entregamos 34 postos de saúde, que nós recapeamos a cidade inteira, que nós abrimos hospital, nós vamos apresentar como uma grande surpresa”, falou Kalil. 

Regime de Recuperação Fiscal 

O candidato afirmou que, se for eleito, vai revogar o Regime de Recuperação Fiscal nos moldes atuais, caso o estado conclua a adesão ao programa. 

O regime permite apenas contratações para repor pessoal. Segundo Kalil, essa restrição iria impedir, por exemplo, o funcionamento dos hospitais regionais que precisam ser concluídos. 

“Com esse Regime de Recuperação Fiscal não pode haver contratação. Como vamos rechear o hospital de Juiz de Fora, com o quê? Com jogador de futebol?”, questionou. 

Ele disse, ainda, que, nos moldes atuais, o programa é “uma bomba atômica”. “Nós vamos ficar 16 anos sem dar aumento, por exemplo, para o policial militar. Daqui a seis anos nós não temos polícia mais”, disse. 

Pesquisa eleitoral 

Kalil disse que não “está preocupado” com pesquisas eleitorais. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, de 18 de agosto, o atual governador e candidato à reeleição pelo partido Novo, Romeu Zema, lidera a disputa no primeiro turno com 47% das intenções de voto, seguido por Kalil, com 23%. 

“Se a gente for olhar esse negócio de pesquisa, nós vamos enlouquecer. Eu não estou preocupado com pesquisa”, disse Kalil. Ele afirmou que a estratégia dele para ganhar eleição é levar o conteúdo do que ele quer fazer no estado. 

“Eu não vou fazer malabarismo para tirar essa diferença, eu quero levar a mensagem. Se tocar o coração e a mente do povo, tocou (…) Onde eu sou conhecido eu ganho a eleição. Eu estou muito confiante”, falou Kalil.