Mostrar que mentem sobre a realidade em Minas e que os bons projetos que o Estado já teve irão voltar. Essa é a estratégia de campanha do candidato ao governo estadual, Alexandre Kalil (PSD). Em visita a Montes Claros, no Norte do Estado, neste domingo (28/08), o ex-prefeito de Belo Horizonte falou sobre a mensagem que pretende levar aos mineiros.
“Não tem nenhuma magia, nenhum malabarismo. A estratégia nossa na campanha é mostrar que mentem, que o Estado está quebrado, que a infraestrutura está destruída, que o Estado deve mais do que devia há quatro anos, que o Estado não pagou um tostão da dívida, que a dívida de curto prazo era R$ 28 bilhões e hoje é de R$ 58 bilhões. Vão ter que falar para a população de Minas como é que Minas está no trilho, porque pelos números que ele (Romeu Zema) publica, Minas está completamente quebrada”, alertou.
O governador Romeu Zema enfatiza sempre que equilibrou as contas do Estado, mas os dados publicados pelo próprio Portal da Transparência indicam um crescimento significativo nas dívidas com a União (não houve pagamentos em função de liminar judicial), nas despesas correntes (restos a pagar), além de uma previsão de déficit orçamentário de R$ 11 bilhões para este ano e o próximo ano.
Poços artesianos sem água
Kalil visitou a Feira do Major Prates e o Mercado Municipal em Montes Claros. Mais uma vez, como aconteceu por todas as cidades do Norte de Minas que visitou nos últimos dias, foi recebido com muito carinho e entusiasmo. O candidato falou da importância que a região tem.
“Quem não vem muito ao Norte de Minas está errado, é um lugar para se frequentar. Quem quer governar Minas, se não colocar muito o pé no Norte de Minas, não vai governar. É lugar de governador vir durante quatro anos”.
Ao falar das suas propostas, o ex-prefeito de Belo Horizonte disse que é preciso voltar com os bons projetos que a região já teve, especialmente aqueles que foram feitos no governo do ex-presidente Lula.
“Temos que restituir o que foi tirado. Tinha leite, semente, cisterna, poço artesiano. Agora o que ficamos sabendo sobre o Norte de Minas é que o Bolsonaro furou poço que não está saindo água. Então temos que furar poço que saia água, com barraginha para guardar a água. É muito simples, temos que voltar a ser o que era”.
Matéria do Estadão, divulgada no dia 16 de agosto, mostrou que os poços artesianos abertos pelo governo Jair Bolsonaro, pelo programa “Força-Tarefa das Águas”, estão lacrados. Dois anos depois do início das obras nos estados do Nordeste brasileiro e no Norte de Minas, está tudo paralisado e as bombas para retirada da água não foram instaladas. Os contratos analisados pela reportagem indicam um gasto de R$ 1,2 bilhão para a construção dos poços.

