O candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PSD), convocou nesta segunda-feira (29/08) os apoiadores de sua campanha para ajudarem na divulgação da verdade sobre a situação do Estado. Ao contrário do que tem sido dito pelo atual governador Romeu Zema (NOVO), não há equilíbrio fiscal e as dívidas estaduais não param de crescer, ao mesmo tempo em que os investimentos são ínfimos.
“Estamos num momento muito importante da campanha. É o momento das nossas lideranças colocarem a verdade para a população. Estamos enfrentando um programa de televisão e por parte deles é um programa inédito, porque se nós prestarmos atenção não tem nada. Não tem um quebra-mola, não tem um caminhão de brita, não tem uma escola, não tem uma sala de aula, não tem um posto de saúde. É impressionante porque mentem”, afirmou, durante a inauguração do comitê de campanha de Lula e Kalil em Montes Claros, no Norte de Minas.
Além da situação fiscal muito complicada, Kalil também falou da falta de investimentos em áreas fundamentais do Estado e dos erros cometidos pelo governo de Minas, durante a pandemia.
“Por causa da frouxidão desse governo do estado, de mandar o vírus viajar, sair de Belo Horizonte para contaminar Montes Claros, de Montes Claros para João Monlevade, de Monlevade para Pouso Alegre. Foi isso que esse elitista e ignorante fez. Foi matando aos poucos, matou a educação, matou a Unimontes, matou a UEMG”.
Kalil também pediu que a militância fale da sua aliança com o ex-presidente Lula (PT), favorito para ser eleito novamente nas eleições de outubro deste ano.
Rodovias
Em entrevista coletiva, em Montes Claros, Kalil também falou sobre o modelo de concessão de rodovias que deve ser implantado no Estado, beneficiando o cidadão, e não apenas os empresários.
“Primeiro vamos colocar a mão nessas concessões, com esses pedágios imorais e sem empresa regulatória, e segundo voltar com os investimentos básicos da infraestrutura, que são os recapeamentos”, explicou, durante inauguração do comitê.
O candidato lembrou que, no governo anterior, o investimento na recuperação das rodovias já havia sido baixo, com uma média anual de R$ 600 milhões, mas o governo atual investiu apenas a metade disso, R$ 300 milhões por ano.
“Já tivemos governos com investimentos de até R$ 1,7 bilhão por ano. É para esse número que temos que voltar, e depois de colocar essas estradas minimamente em condições de tráfego, principalmente aqui no Norte, vamos fazer um plano arrojado em Brasília. Mas temos que duplicar primeiro para depois privatizar. Esse é o modelo correto”, afirmou.

