A Coligação Juntos pelo Povo de Minas Gerais entrou na Justiça Eleitoral com um pedido de resposta pelo uso de maneira mentirosa das imagens do Hospital Metropolitano Célio de Castro no programa eleitoral do governador Romeu Zema (NOVO), exibido nesta quarta-feira (31/08), no bloco das 13 horas.
O vídeo tenta “vender” a imagem de bom gestor, que está solucionando os problemas de Minas Gerais e fazendo “os maiores investimentos em saúde e educação da história”. No entanto, a afirmação é ilustrada com imagens do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, também conhecido como Hospital do Barreiro, uma obra que sabidamente não foi realizada pelo governo de Romeu Zema.
“Salta aos olhos a má-fé e o intuito usurpador da propaganda veiculada, causando repulsa a tentativa de usurpar obras e benfeitorias realizadas pelos adversários no afã de obter votos”, diz a representação entregue à Justiça Eleitoral.
Uma realização de Kalil
As obras no Hospital do Barreiro foram custeadas com recursos do município de Belo Horizonte, quando o candidato da Coligação Juntos pelo Povo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PSD), era prefeito. No ano de 2017, primeiro ano da gestão de Kalil na Prefeitura, foi inaugurado e passou a funcionar com sua capacidade total. Nesta época, Romeu Zema ainda não era governador.
“Não há dúvida de que a intenção da propaganda é construir a falsa imagem do requerido (Zema) como homem que teria tirado o estado “do vermelho” e custeado as obras do Hospital do Barreiro, interferindo no processo eleitoral mediante a propagação de notícias falsas”, diz a representação.
A representação judicial também contesta as afirmações da propaganda eleitoral que diz que “Zema tirou Minas do vermelho”. Diante dos números que o Estado apresenta, essa é outra mentira.
“A dívida de longo prazo cresceu R$33 bilhões no período (2019-2021); a dívida de curto prazo (dívida flutuante) ou “cheque especial” cresceu 28% de 2019 a 2021, estando o Estado com dívidas vencidas publicadas em balanço em R$41 bilhões”.
Servidores Públicos em campanha
Na terça-feira (30/08), a Coligação Juntos pelo Povo de Minas Gerais também acionou a Justiça, questionando o trabalho de cinco servidores públicos durante agenda de campanha de Romeu Zema, na cidade de Viçosa.
A representação argumenta que Romeu Zema “utilizou de servidores públicos em prol de sua campanha à reeleição e ainda gerou despesas ao erário: além dos gastos com o pagamento de diárias, foram custeados gastos com veículos oficiais e transporte aéreo dos servidores indevidamente destacados para acompanhar”, afirma.
Apesar de justificar que estava cumprindo uma agenda oficial como governador, o material divulgado indica claramente que era um compromisso de campanha eleitoral com uso de adesivo de campanha, inclusive colado na roupa usada por Romeu Zema. Além disso, o candidato à reeleição cumprimentou eleitores, concedeu entrevistas e distribuiu material de propaganda durante a visita à Viçosa.

