Em assembleia realizada nesta terça-feira (13) na praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, os trabalhadores do metrô da capital mineira decidiram pela manutenção da greve, que já dura 20 dias. Com isso, será mantido o cumprimento de escala mínima, com cumprimento de 60% das viagens.
“Após 20 dias, não obtivemos nenhum retorno. Lutamos ainda contra a privatização e as condições oferecidas aos funcionários durante este processo”, explicou o presidente do Sindicato dos Metroviários (Sindmetro) Daniel Glória Carvalho.
Ainda conforme ele, a categoria não descarta a realização de uma paralisação geral. “Já estamos esperando por muito tempo sem resposta.Vai chegar uma hora que, se os empregados não forem ouvidos, não está descartada uma paralisação total”, destacou.
Denúncia
Ainda de acordo com o presidente do Sindmetro, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) estaria desrespeitando a determinação da Justiça de ofertar trens suficientes para o cumprimento da escala de 60%. “Esse posicionamento da CBTU mina o nosso manifesto grevista. Na visão do sindicato, a CBTU está tendo esta atitude para garantir a economia de energia”, disse Carvalho.
Procurada pela reportagem , a companhia negou a informação, afirmando que está operando com o quantitativo máximo de 60% dos trens habitualmente praticados. “Nos horários de pico, por exemplo, 20 trens prestavam serviço à população, mas, com a greve, 12 metrôs estão rodando e não há trens acoplados”, argumenta.
“Concomitante ao cumprimento da liminar, e certa do importante papel que exerce na mobilidade urbana da Cidade, a Companhia busca sempre a melhor estratégia operacional para atender aos usuários do transporte sobre trilhos da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, complementa a CBTU.

