O teatro mais antigo em funcionamento das Américas, a Casa da Ópera, em Ouro Preto (MG), com mais de 250 anos, reviveu suas origens no sábado (17). Até o dia 9 de outubro, o público poderá assistir pocket óperas (trechos) clássicas como “A Flauta Mágica” e menos populares, entre elas “O Basculho de Chaminé”, “O Caixeiro da Taverna” e “O Pequeno Teatro do Mundo”.

“A Flauta Mágica”, de Mozart, que abre a programação, é uma montagem da Fundação Clóvis Salgado e tem direção e concepção cênica da cineasta Carla Camurati, além da participação da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico, sob a regência do maestro Sílvio Viegas.

Excêntrica e banhada por uma narrativa mística construída a partir do libreto alemão de Emanuel Schikaneder, “A Flauta Mágica” é considerada uma das obras-primas de Mozart. Com estreia em Viena (1791), a montagem segue prestigiosa mais de 200 anos após sua primeira apresentação.

A ópera acompanha a trajetória do príncipe Tamino, que com o auxílio de sua flauta mágica, enfrenta desafios na tentativa de salvar a princesa Pamina, filha da Rainha da Noite, mantida prisioneira por Sarastro.

Na narrativa, os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade – motes da Revolução Francesa – transparecem em diversas passagens, se entrelaçando em alegorias baseadas no Iluminismo. Em sua montagem inédita, ‘A Flauta Mágica” é construída de forma íntima e potente, valorizando o clima mágico, prazeroso e filosófico desse espetáculo secular.

O Festival de Ópera de Ouro Preto é apresentado pelo Instituto Cultural Vale, com patrocínio da Usiminas e realização da Vlaanderen Produções Culturais.

O evento tem o apoio da Prefeitura de Ouro Preto, Orquestra de Ouro Preto, Funate e Sinos. A APPA – Arte e Cultura, gestora da programação artística da Fundação Clóvis Salgado, é correalizadora do festival.