O candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PSD), fez com os servidores da Polícia Civil o mesmo compromisso que já firmou com a educação e a saúde: a negociação sobre as demandas do funcionalismo público será feita diretamente com o governador do Estado.

No dia 2 de janeiro, os servidores têm mesa no governo, números, conta aberta. Eu não tenho medo. Eu olho no olho de vocês. Vamos sentar e não é com segundo ou terceiro escalão. Assunto de polícia, seja ela qual for, de educação e saúde, tem que ser tratado pelo governador. Quem senta na mesa para falar ‘não’ é o governador, olhando para a cara do servidor”, afirmou em reunião com lideranças que se reuniram na sede do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol-MG), em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (26/09).

Kalil também denunciou o sucateamento das polícias em Minas Gerais, com a falta de viaturas, de combustível e sem recomposição de salário.

“A polícia hoje trabalha como um órgão autônomo, não porque quer, porque senão o carro não anda, não sai porque não tem gasolina. Eu estou rodando, passei por mais de cem cidades, e não tem gasolina mesmo nem para a Polícia Civil, nem para a Militar, e não tem reforma de delegacia, nem de batalhão”, denunciou.

O ex-prefeito de Belo Horizonte lembrou que os servidores precisam de estrutura para trabalhar, e de alguém, com coragem e determinação, para vencer a burocracia.

O governador tem que se enxergar como mais um servidor público, então, no dia 2 de janeiro eu serei mais um de vocês, um servidor público, e todos nós, governador, secretário, escrivão e servente, temos que servir à população”.

Reajuste

Kalil lembrou que Minas Gerais está falida, e que ainda não se tem uma noção completa da situação financeira do Estado, o que não permite nenhuma promessa de aumento salarial, mas reconhece que as forças de seguranças foram abandonadas pelo governador Romeu Zema.

Vamos reequipar e moralizar uma Polícia que está sendo desmoralizada há anos, e agora esse processo começou na Polícia Militar também. Esse auxílio-farda que foi dado é uma vergonha, e ainda estão usando vocês na propaganda para liquidar vocês mesmos por mais quatro anos”.

A insatisfação dos servidores da área de segurança com o governo Zema é grande, e houve até greve neste ano. O governador prometeu recomposição salarial em três parcelas, aprovou o projeto na Assembleia, mas voltou atrás. Só concedeu a primeira parcela.

Somente após a intervenção da Justiça é que houve um acordo com a ampliação do auxílio-fardamento. O reajuste, no entanto, foi apenas o mesmo concedido a outras categorias dos servidores.

Crédito foto: Leandro Couri


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