Numa espécie de operação casada, o ministério da Defesa soltou uma nota oficial, no mesmo dia em que a deputada “foragida” Carla Zambelli postou novas críticas ao sistema de urnas eletrônicas, apontando “inconsistências” no equipamento durante os testes anteriores à votação.
Foram escanteados pelo TSE, que simplesmente ignorou as queixas e sugestões apontadas pelos militares “incumbidos” da tarefa, e recebeu com abraços efusivos o presidente consagrado no pleito de 30 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva. Desde a eleição e o reconhecimento internacional de sua vitória, Lula domina o cenário nacional. Com sua viagem à COP-27, também o mundial.
A iniciativa da Defesa tem muito mais as digitais do ministro Paulo Sérgio Oliveira que a dos demais comandos, já quase sob nova direção.
Ao que ficou demonstrado, os comandantes não evidenciam engajamento explícito ao “marcha soldado” dos fascistas inconformados com a derrota do ainda presidente. Estão se fazendo de mortos e aguardando a troca de chefia.
Enquanto isto, o ministro se esforça para parecer útil, num momento em que suas notas são lidas e dão ibope apenas no Alvorada, para leitor único.
Ainda assim, toca corneta, faz barulho e tenta manter o clima de insatisfação, numa sociedade que de um lado está exausta, recém saída de uma noite escura, mas esperançada, e outra também cansada, mas de marchar na chuva, sem entender que o que buscam não terão mais: o poder, o autoritarismo e um “golpe” – derrotado, como previu Lula -, nas urnas. O país já respira outros ares. Liberdade, é esse o nome.

