Por Geraldo Elísio (Repórter)

Não faz nem uma semana num súbito ataque de racionalidade o general Hamilton Mourão, atual vice-presidente da República, eleito, senador para o próximo período apareceu em matéria de capa de vários sites – e não desmentiu a nenhum – afirmando que a eleição já terminara. E que os militares haviam aceitado (?) participar da disputa e agora era momento de aguardar outra oportunidade.

Hoje sei lá por qual razão, o mesmo general diz que o Brasil vive “um estado de exceção”, alegando violação do pacto federativo. Há de ser lembrado que desde a proclamação da República o que mais fazem os militares brasileiros é cometer ações desse tipo. E indago-me, algum dia eles aprenderão que o nome real de tais ações é golpe de estado.

Creio 1964, segundo um militar a quem jurei sigilo eterno sem o seu nome dizer foi o ápice de todas as tramas pautadas.

– Talvez nunca o Brasil possa avaliar o que este golpe civil militar nos causou. Foi a pior coisa que poderia ter nos acontecido.

E só dois exemplos bem recentes para ilustrar a questão. Primeiro impediram arbitrariamente o presidente Lula de concorrer a uma eleição dele fazendo prisão. Ação reprovada pelas grandes nações do mundo. Entretanto quem venceu o pleito foi a ex-presidente Dilma Rousseff. Igualmente retirada do Poder em uma ação pra lá de indecente objetivando pilhagens internacionais.

Isto fica provado com a absolvição de Lula e Dilma, sendo que o primeiro exibiu ao mundo apoteóticas exibições de prestígio por onde passou e tem passado. Grandes patriotas nada mais fizeram do que dar apoio armado à canalhada empenhada aos reclamos piratas de impedir o desenvolvimento nacional e colocar suas mãos imundas nas cerejas dos bolos. O pré-sal e os lucros da Petrobras.

Ganharam a Guerra do Paraguai dizimando crianças para atender interesses ingleses. Foram ao Haiti e cometeram barbaridades sob o comando do general Heleno, ávido por dar um golpe. Em 64 ganharam o jogo com o apoio da Operação Brother Sam. Chamaram Geisel de comunista. Para golpes mais recentes aceitaram apoios de Bob Jefferson, Aécio Neves e outros luminares da perdição.

E mais, nas últimas horas crescem movimentos golpistas inclusive com a defesa do comandante da unidade maior do Exército em uma das principais regiões do Nordeste, Fortaleza, no Ceará. O Brasil suporta mais do que pensamos, porém pessoas muito sérias, fora dos nossos circuitos têm os seus níveis de tolerância mais resumidos, o que é inegável.