O Ministério Público de Minas Gerais vai investigar as causas do vazamento de gás BFG na última terça-feira (6), na Usiminas, em Ipatinga, na região do Rio Doce de Minas Gerais.
Um procedimento investigatório criminal (PIC) foi aberto para apurar a ocorrência, que pode ser classificada como crimes ambientais de poluição e contra a vida e/ou de lesões corporais. Quinze colaboradores foram socorridos após inalarem o gás, sendo cinco deles em estado grave.
Ontem (7), o promotor de Justiça responsável pela investigação, Rafael Pureza Nunes da Silva, realizou uma vistoria no interior da empresa. O grupo que conduz o trabalho verificou, ainda de forma preliminar, que o vazamento ocorreu no gasômetro de 45.000m³. Conforme informado pela empresa, o gás BFG vazado tem odor e coloração que se assemelha à sujeira.
Conforme o MPMG, a promotoria de Justiça está colhendo as primeiras declarações para apuração dos fatos e identificação de responsabilidades. A investigação é conduzida pela 9ª Promotoria de Justiça de Ipatinga.
No começo da noite de ontem (7), nove trabalhadores haviam recebido alta médica e seis seguiam internados no Centro de Terapia Intensiva (CTI), sendo um deles em estado grave. O anúncio, feito pela siderúrgica, indicou que houve mais um trabalhador encaminhado para cuidados intensivos, em relação ao mesmo comunicado feito na manhã de ontem. Antes, eram cinco profissionais no CTI.
Segundo a Usiminas, os profissionais eram terceirizados e foram socorridos imediatamente para o Hospital Márcio Cunha, também em Ipatinga. A empresa informou que as causas do acidente estão sendo apuradas e se comprometeu a divulgar novas informações à medida que avançam as investigações.

