O metrô de Belo Horizonte pode parar a partir desta quarta-feira (14). A ameaça de greve vem com a intenção de pressionar a suspensão do leilão do transporte coletivo, que deve conceder a gestão do metrô para a iniciativa privada.
Apesar da existência de uma ação na justiça pelo cancelamento da ação, a concessão segue mantida para o dia 22 de dezembro. Às 17h30 desta segunda (12), os trabalhadores vão decidir por paralisar totalmente ou alterar os horários de circulação do metrô.
O leilão prevê que a empresa vencedora comprará a Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Minas Gerais (CBTU-MG) com a concessão do governo estadual para operar o metrô de BH pelos próximos 30 anos. Como contrapartida, ela fica responsável por revitalizar a linha 1, adicionando a ela a estação Nova Eldorado, e construir a linha 2, que ligará o bairro Nova Suíça à região do Barreiro.
A preocupação dos metroviários é sobre a possível demissão dos 1,6 mil trabalhadores concursados da CBTU. De acordo com Alda Lúcia dos Santos, Diretora de Finanças e Administração do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), não há nenhuma menção aos trabalhadores no edital de concessão do metrô.
“A categoria está preocupada. O concursado teve uma dedicação, estudou para passar na seleção, e está sendo ignorado. Até a questão da estabilidade no edital está como de um ano. Não seria justo”, reclama.
Segundo Santos, os metroviários estariam dispostos a negociar uma solução, mesmo que indique a transferência dos trabalhadores para outras empresas estatais.
Mas, até o momento, o sindicato não teria sido procurado. “Em momento algum conversaram conosco. Tanto o governo atual quanto o de transição. Pedimos reunião, tentamos dialogar, mas nenhuma porta se abriu”, conta ela que também é presidente da Federação Nacional dos Metroferroviários (Fenametro).
Até o final da assembleia de hoje (12), será decidida a paralisação da categoria. Mesmo com a indicação de chuva, a reunião está mantida.

