O futuro ministro da Fazenda do governo Lula, Fernando Haddad (PT), disse nesta quarta-feira (14) que “todo mundo sabia que o teto de gastos não é sustentável”. Ele defendeu uma nova âncora fiscal no começo do ano, a ser feita por lei complementar, e quer ainda “destravar” as Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Ele deu entrevista ao Estúdio i, na GloboNews.

O que ele disse:

Governo Bolsonaro pediu para excluir beneficiários do Bolsa-Família: o futuro ministro afirmou que o governo Bolsonaro informou a necessidade de excluir mais de 2 milhões de beneficiários do Bolsa-Família

Taxa de juros: “Se a gente trouxer a taxa de juros para um dígito, e isso depende da Fazenda e do Banco Central, não tenho dúvida de que vamos zarpar”, disse. A taxa está em 13,75% atualmente, a mesma desde o início de agosto.

Parcerias Público-Privadas: anunciado como secretário-executivo do futuro ministério, Gabriel Galípolo vai ajudar Haddad a “destravar” as PPPs, assunto que, disse o ministro, “está na ordem do dia” das prioridades do novo governo.

Conselho de notáveis: Haddad afirmou ainda que gostaria de manter interlocução com economistas como Pérsio Arida, André Lara Resende e Armínio Fraga, em uma conselho ligado ao ministério.

“Desmantelamento” da CGU: o futuro ministro disse ainda que a Controladoria-Geral da União “passou por um desmantelamento” durante o governo Bolsonaro, e afirmou defender o fortalecimento do órgão para combater corrupção.

Na terça (13), Haddad anunciou durante entrevista coletiva os nomes de dois integrantes de sua futura equipe: o economista e ex-banqueiro Gabriel Galípolo, que será o secretário-executivo (número 2 da pasta) e o economista Bernard Appy, que será secretário especial para reforma tributária.


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