Os parques estaduais do Itacolomi e do Ibitipoca, localizados nas cidades de Mariana, Ouro Preto, na região Central, e Lima Duarte, na Zona da Mata, serão administrados pela iniciativa privada pelos próximos 30 anos em Minas Gerais.
É que acontece nesta quarta-feira (21) a sessão pública na Bolsa de Valores, em São Paulo, que vai definir a empresa que terá o direito de realizar a exploração econômica de atividades de ecoturismo e visitação nos espaços.
O governo de Minas esclarece que o objetivo é promover o desenvolvimento regional por meio do turismo e garante que continuará fiscalizando as Unidades de Conservação (UCs). Ambientalista entrevistada criticam o modelo optado e destaca que o fomento ao empreendedorismo local seria a melhor alternativa.
O edital prevê que a empresa que apresentar a proposta mais vantajosa receberá o contrato de concessão de uso de bem público para fins de exploração econômica de atividades de ecoturismo e visitação, bem como serviços e gestão, operação e manutenção dos atrativos existentes a serem implementados nos parques. O valor estimado para contrato é de R$ 188.498.597,96.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou que o modelo foi adotado, pois as UCs são destinos que podem oferecer lazer e turismo para a sociedade, com princípios de conservação de forma integrada.
No entanto, conforme a pasta,“hoje, poucas são as unidades que se encontram com estruturas apropriadas para visitação, sendo, em sua maioria, circundadas por população com baixo nível de desenvolvimento econômico e com acesso limitado devido a restrições legais impostas por essas áreas protegidas”.

