A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje a primeira fase da Operação Lesa Pátria para identificar participantes, financiadores e fomentadores dos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília.

Estão sendo cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Uma segunda operação foi deflagrada na manhã de hoje no Pará.

Foram presos, segundo apurou a reportagem:

Ramiro dos Caminhoneiros;

Randolfo Antonio Dias, em Minas Gerais;

Renan Silva Sena, no DF;

Soraia Bacciotti, de Mato Grosso do Sul.

Em 8 de janeiro, bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Eles defendem pautas golpistas, como a intervenção militar, e pressionam pela saída do presidente Lula (PT).

Assim como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alegam que houve fraude nas eleições, o que não é verdade.

Ramiro dos Caminhoneiro, 49, é apontado como um dos principais nomes na organização de caravanas aos atos golpistas. As viagens gratuitas à capital federal eram oferecidas em grupos de bolsonaristas mobilizados desde o fim das eleições deste ano.

Ele concorreu duas vezes a uma vaga na Câmara dos Deputados: em 2018, pelo PSL, e em 2022, pelo PL, mesmas legendas que abrigaram Jair Bolsonaro nos pleitos.

Renan da Silva Sena foi funcionário terceirizado do MDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos). Em maio de 2021, ele agrediu verbalmente e cuspiu em enfermeiras que faziam uma manifestação em Brasília para homenagear colegas de profissão mortos em decorrência da pandemia da covid.

Comandada pela então ministra Damares Alves, a pasta afirmou à época que pediu à empresa terceirizada a demissão de Sena.

Uma segunda operação da Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão contra pessoas apontadas como extremistas envolvidas nos ataques em Brasília.

A investigação começou a partir das postagens em redes sociais. Eles são suspeitos de aderir, coordenar ou financiar o ato que invadiu e vandalizou os prédios dos 3 Poderes.

De acordo com as investigações, os seis extremistas alvos dos mandados prestaram auxílio material para tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos Poderes constitucionais.

Os investigados podem responder pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.


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