Um dia após a posse dos parlamentares mineiros e a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o ex-deputado Agostinho Patrus (PSD) tomou posse no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), nesta quinta-feira (2/2).

O evento movimentou, mais uma vez, o mundo político com a presença de autoridades dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo.

A solenidade também colocou, lado a lado, o vice-governador do Estado, Professor Mateus Simões (Novo), e Agostinho Patrus, que presidiu a ALMG durante o primeiro mandato do governador Romeu Zema (Novo).

Na ocasião, governo e Assembleia Legislativa travaram vários embates, dentre eles o engavetamento, no Legislativo, de um dos projetos prioritários para o Governo, a proposta de adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Agostinho, como presidente da ALMG, não pautou a votação do projeto e fez várias críticas à gestão de Zema.

Em seu discurso de posse, Agostinho Patrus relembrou sua trajetória política como deputado e secretário à frente das pastas do Desenvolvimento Social e do Turismo. E ressaltou que, assim como a desigualdade social no Estado sempre foi prioridade em suas atuações públicas, continuará a ser como conselheiro do TCE.

O novo conselheiro disse, ainda, que a sua atuação no Tribunal será pautada pelos ideais que herdou de seus pais.

“Ao longo da minha trajetória na vida pública, se fortaleceu, entre minhas convicções, o combate às desigualdades sociais, mazelas históricas e que, tristemente, ainda estão presentes na sociedade”, disse.

Agostinho ressaltou que o Tribunal de Contas precisa trabalhar para garantir o bom uso do dinheiro público nas prefeituras mineiras e no Estado.

“Não perderei de vista a necessária urgência que a defesa dos problemas sociais requer”, pontuou.

O conselheiro lembrou que os anos de parlamento o fizeram compreender que a escuta, o diálogo e o respeito às divergências são pilares que sustentam a democracia.

“Por outro turno, constatei também que nosso estado padece do maior flagelo imposto ao ser humano: a fome. A fome tem pressa”, destacou Agostinho Patrus em seu discurso.

Agostinho foi eleito para o cargo no TCE em outubro do ano passado, com 69 votos. Em dezembro, Zema assinou sua nomeação. Ele assume a vaga deixada pelo ex-conselheiro Sebastião Helvecio, que se aposentou no final de 2021.


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